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Entrevista de Netinho para a Revista SucessoCD
Netinho fala sobre o novo CD e os planos para o futuro
Publicada no dia 12/03/2014 às 13h48

Todos que acompanharam o drama que o cantor Netinho viveu no ano de 2013 se impressionam com a rápida recuperação que ele tem demonstrado nos últimos meses. O artista, que teve problemas de saúde decorrente de um condição clínica rara e crises hepáticas agravadas pelo uso de esteróides anabolizantes ficou quase um ano internado, perdeu mais de 30 kg e teve três AVCs.

Apesar da gravidade do problema, esse período internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, não deixou nenhuma sequela no músico. Obviamente que Netinho ainda não está recuperado completamente, mas já consegue se apresentar ao vivo e sua voz tem ganhado eficiência diariamente por meio de exercícios fonoaudiológicos. “No hospital, perdi toda a voz, só saía ar pela boca. Tirando a tontura – que é cada dia menor – não sinto mais nada. E mostrar isso para todos fortifica ainda mais a mensagem que podemos atravessar tudo, que tudo passa”, comenta Netinho.

O cantor quer superar o tempo perdido no ano passado com diversos projetos em 2014. Recentemente, ele lançou a música “Decolaê”, que faz parte de seu novo disco, Beats, Baladas e Balanços. “É um CD para dois anos, cheio de material inédito. Além disso, filmarei no segundo semestre desse ano o meu terceiro DVD, que se chamará Netinho 25 anos”, adianta . Na entrevista a seguir, o cantor anuncia outros projetos e recorda 2013, o ano mais difícil de sua vida.

REVISTA SUCESSO – Você acabou de lançar uma música nova para o Carnaval. Além dessa canção, o que você prepara para o ano de 2014? 

NETINHO – Estou exatamente nesse momento lançando a música “Decolaê” e o CD “Beats, Baladas & Balanços’, meu novo álbum. Apesar de ter passado quase o ano passado inteiro dentro de hospitais, gravei este CD assim que acabou o carnaval de 2013, coisa que nunca fiz antes pois sempre viajo nessa época. Ainda bem que foi assim. É um CD para dois anos, material inédito, trabalharemos muito ele. Além disso, filmarei no segundo semestre desse ano o meu terceiro DVD que se chamará Netinho 25 anos. Será um trabalho comemorativo aos meus 25 anos de carreira que terá no seu repertório todos os meus sucessos desde quando comecei a cantar. A minha idéia é gravar aqui no Rio mesmo.  

Nesse período de recuperação, como vão ocorrer as gravações? 

De forma muito tranquila e normal. Apesar de ainda estar em recuperação, eu faço tudo. Já ensaio com minha banda aqui no Rio,  faço divulgação da nova música em rádios e TV’s.  

No programa do Faustão, notei que sua voz estava um pouco mais fraca. Isso é reflexo dos problemas de saúde? Como tem se preparado para recuperá-la? 

Como disse acima, ainda me recupero. A fase “hospital” já passou, mas ainda estou em recuperação. Apesar de eu dever ter esperado ficar 100% bom para em seguida ir à TV, penso que o fato de as pessoas me verem me recuperando e melhorando dia a dia é fantástico, pois isso é uma vitória não minha, mas do ser humano, de todos nós. A melhora é visível de programa em programa e isso é por mim, proposital. Qualquer um de nós pode viver uma situação dessa e pode sair dela. Basta ter crença, fé verdadeira e força. 

No hospital, perdi toda a voz, só saía ar da boca. Estou ainda recuperando isso com  fonoaudiologia diária. O resto, tudo desapareceu. Tirando a tontura – que é cada dia menor – não sinto mais nada. E mostrar isso para todos é a idéia, fortifica ainda mais a mensagem que podemos atravessar tudo, que tudo passa. 

Em quanto tempo você poderá voltar a cumprir uma agenda de shows de forma natural? 

Já retorno agora no carnaval, no dia 4 de março na cidade de Três Rios/RJ. Daí sigo normalmente com os shows em trio elétrico e palco. No dia 5 de abril lançarei meu novo show no Citibank Hall aqui no Rio.  

Quais são as sequelas que o anabolizante deixaram em você? São recuperáveis? 

Não fiquei com qualquer sequela. Todos os três AVC’s que sofri aconteceram dentro do hospital e por causa disso o atendimento foi imediato. Foi a minha sorte. E é necessário falar que não foram os anabolizantes que me fizeram ficar doente. Eles podem ter “acelerado” coisas que eu iria ter em algum momento da minha vida. Há pessoas que tomam anabolizantes a vida inteira e não sentem nada pois cada um de nós têm uma genética diferente e é mais, ou menos, resistente a tudo, cigarro, álcool, etc. Por causa disso o cuidado deve ser intenso.  

Quando você começou a tomar anabolizantes, tinha noção dos danos que poderiam ser causados ou foi engando pelo médico que receitou? 

Em dezembro de 2008 fui a um médico em São Paulo, considerado o melhor do Brasil na época. Fui a um endocrinologista em busca de reposição hormonal e medicina anti-age. Queria mais resistência e prevenção, pois apesar de nunca ter entrado num hospital ou ter ficado doente, viajava muito para shows sem hora certa para dormir, comer, etc. Após muitos exames de sangue ele me receitou o anti-age e, também, em outra receita (que tenho guardada até hoje pois foi ele quem me vendeu tudo), os anabolizantes me dizendo serem muito fracos e sem efeitos colaterais. Eu sabia que ali havia riscos e tomei porque quis e assumi e assumo toda a culpa e consequências disso. O medico não me obrigou a tomar. Eu sou adulto e quis tomar. Apesar do erro, não acuso ninguém. Mas falo dessa minha experiência que pode ocorrer com qualquer um.  

Você é um ícone do axé, que é uma das músicas mais populares do Brasil. Por conta disso, tem planos de se apresentar em eventos relacionados à Copa do Mundo? 

Sem dúvida. Inclusive já fechamos alguns desses eventos antes mesmo de eu ficar doente. Até lá já estarei mais do que 100%. Farei todos. 

Nessas duas décadas e meia de carreira, qual foi o momento mais marcante? 

Foi o primeiro show em Portugal, em 1998. No total, foram 5 shows no Coliseu de Lisboa, todos os dias com ingressos esgotados, recorde de público e tudo mais que aconteceu nessa viagem que eu jamais imaginaria que pudesse acontecer. Foi tudo incrível. Apesar de tudo de lindo que fazíamos aqui no Brasil, tudo lá fora foi surpresa.  

Além disso, qual tipo de parceria ou projeto ainda não conseguiu realizar? 

Há muitos anos me sinto um homem e um artista realizados. Todos os meus sonhos eu realizei. Devo isso ao meu público que sempre me prestigiou.  

Nunca pensou em gravar discos de outros estilos? 

Desde sempre, desde o primeiro disco ainda com a Banda Beijo, gravo músicas em diversos estilos. No primeiro disco, já havia ali uma bossa nova apenas com voz, violões, piano e cordas. Sempre foi assim, e quem conhece a minha discografia sabe disso. Sempre gostei de gravar músicas boas, com letra e melodias tocantes e alegres. Já tive sete músicas mais romântcas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo e uma da TV Record. Mas o que sempre tocou mais em radios foi o que eu gravei de mais animado como o axé.  

O Axé perdeu muita força no Brasil e até mesmo na Bahia. Como vê o momento do gênero no país e até mesmo no Carnaval, que está repleto de sertanejos? 

É um momento de atenção e de recuperação. É normal e faz parte do ciclo artístico. Torço pelo reestabelecimento do axé que é uma música tão pra cima e alto astral. Coisas que o povo brasileiro precisa demais.

http://www.portalsucesso.com.br/home/netinho-venceu

Fonte: Assessoria de Imprensa
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