sábado, 11 de outubro de 2008

PARA MANTER-SE JOVEM!!!

"Não precisamos jogar a toalha e deixar que a poeira se acumule sobre a eterna criança que podemos ser."

Escrevi isso meses atrás aqui no blog num post dedicado a um amigo.
E é o que realmente penso sobre o efeito da passagem do tempo e das coisas do mundo sobre nós.
Muitos cansam cedo e se entregam ao cansaço, à falta de interesse pelo novo, à ausência de desejo por novas amizades e conquistas.
A maioria de nós não têm coragem e se transforma cedo naquilo que aqueles mais ainda sem coragem esperam que nos transformemos. Atendem às expectativas dos fracos e inseguros que, por não terem força e iniciativa, fazem de tudo para que sejamos iguais a eles.
Definitivamente, não precisamos nos entregar só porque os outros querem que assim seja.
Esqueça os outros de uma vez por todas e faça da sua vida o melhor em qualquer tempo.

Recebi de uma amiga gata e querida de Recife, um desses e-mails que enviamos para um monte de gente e que quase sempre passam despercebidos. Num gesto quase que automático, li o e-mail e gostei. Encontrei ali palavras interessantes para todos nós.
Acrescentei ao texto alguns comentários e reproduzo aqui no blog.
Pequenas palavras que falam GRANDES verdades.
Acredite!

COMO MANTER-SE JOVEM!

Mantenha só os amigos divertidos.
Os depressivos, chatos e curiosos puxam você para baixo!
Afaste-se deles. Discretamente.

Não dê ouvidos ao que os OUTROS falam de você!
Há seres humanos podres, infelizes, invejosos, hipócritas, que vivem para infernizar a vida dos outros.
Eles estão por toda parte.
Não dê ouvidos a estas pessoas.
Afaste-se delas. Discretamente.

Aprenda sempre: aprender e estudar são tarefas ilimitadas.
Não há idade ou tempo para parar de aprender.
Leia sempre, leia mais, aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja.
Converse mais com as pessoas.
Não deixe que o seu cérebro se torne preguiçoso.
Se deixar, doenças como o Alzheimer e outras virão até você com rapidez.

Aprecie mais as pequenas coisas.
Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto.
Ria até lhe faltar ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele!

Nos dias em que as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
Mesmo que sozinho.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós mesmos.
Mesmo sozinho, VIVA todos os momentos enquanto estiver vivo.
Todos eles.

Rodeie-se das coisas que ama:
Família, amigos, animais, livros, músicas, plantas, hobbies, o que quer que seja.
Ame e cuide bem do seu lar.
Ele é o seu refúgio.

Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la sozinho, procure ajuda.
Cuide sempre do seu corpo.
Faça exercícios físicos sempre!
Mexa o seu corpo.
Se alimente de forma saudável.
Não use drogas.
Beba moderadamente.
Coma açaí, ele tem os mais eficientes anti-oxidantes!

Viaje.
Até onde der para viajar.
Conheça novas pessoas, culturas e hábitos diferentes.

Questione.
Questione sempre as verdades prontas e os donos da verdade.
Questione sempre e faça as suas próprias análises de tudo.

Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Faça isso sempre, é muito importante.
Você não imagina quanto.

Procure não julgar os outros.
Não perca o seu tempo com isso!
A verdade dos outros não é importante.
O que importa é a sua verdade.
Cada um tem a sua verdade e elas são inquestionáveis pelos outros.
Por causa disso, acredite sempre na SUA verdade!
E seja feliz com ela.

Hannah, obrigado pelo e-mail.
Te amo!

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A NATUREZA HUMANA E O GARIMPO

Nunca acreditei que pudesse realmente existir o que chamamos de "mau olhado".
Sempre preferi acreditar que ninguém pudesse ter uma intenção desse tipo, até o momento em que presenciei uma cena que me provou o contrário.
Certa vez, logo que acordei pela manhã, fui abordado em minha casa por meu caseiro que, surprêso, me contou uma história. Disse que no dia anterior ele estava no jardim podando a grama quando um funcionário de uma companhia telefônica subiu num poste bem ao lado do muro da casa, para algum conserto. Olhando o jardim, o tal funcionário comentou sobre um dos pés de algodão que tenho lá.

- Que árvore linda!
Falou apontando para o pé de algodão.
- Que planta linda, que árvore é?
Falou outra vez e mais uma vez comentou:
- Nunca vi uma planta tão bonita.

Após este relato, meu caseiro me levou até o tal pé de algodão.
Fiquei perplexo com a cena.
Não havia uma só folha presa aos galhos da planta, enquanto as outras ao redor estavam perfeitas e com vida.
Através dessa história vivida, posso definir claramente o conceito da energia em que acredito. Energia esta que nos rodeia e nos constrói.
Convivemos a todo momento com o positivo e com o negativo.
E podemos estar abertos ou não a essas energias.
A escolha é nossa.
E só nossa!

Sempre achei a natureza humana uma das coisas mais interessantes.
Penso que a pluralidade de personalidades e de naturezas é uma das riquezas da humanidade. O fato de sermos distintos um do outro, únicos, enriquece a nossa espécie e possibilita experiências diversas através do encontro e confronto das nossas semelhanças e diferenças.
Observar a diversidade, o alegre, o falso, o prepotente, o amigo, o maldoso, o invejoso, o calado, o bem-humorado, o mau-caráter, para mim é diversão e aprendizado.
Por ter uma profissão que me transformou em pessoa pública, sempre estive mais exposto a trocas de energias diversas. E também por causa disso, me acostumei desde cedo a interagir com todo tipo de gente.
Da mesma forma como compreendi o amor, a admiração e a paixão pelo meu trabalho, compreendi também a inveja, o despeito, o ciúme. E transito entre estes sentimentos da maneira mais leve possível.

Do pouco que sabemos de nós mesmos, podemos imaginar que temos dentro de nós todo tipo de sentimento e energia.
Temos em nós tudo do bem e também do mal.
Por causa de uma determinação genética aliada à maneira como a nossa vida vai se conduzindo, vamos construindo a nossa natureza individual. A nossa criação, o ambiente familiar, o nosso círculo de amizades, as situações que passamos, os traumas, as conquistas, as derrotas e vitórias, tudo que vamos vivendo é determinante no desenho do nosso caráter e da maneira como nos comportamos com o outro e com o mundo.
Define-se aí o equilíbrio do bem e do mal que temos dentro da gente.
Há portanto, pessoas boas e pessoas ruins na sua própria essência.
São assim.
Cada uma fruto da sua própria genética e vivências.
Isto é um fato.

Há pessoas que estão aqui para nos trazer boas energias e bons momentos.
Há também aquelas que só carregam o que há de ruim e só têm o negativo a nos oferecer.
Há os honestos, os de caráter, os justos e fiéis.
Há também os hipócritas, os falsos, os dissimulados e vazios.
Há os felizes, os de boa alma, os alegres e satisfeitos com a sua própria vida.
Há também os tristes, os de natureza ruim, os revoltados e infelizes com a sua própria história.

O entendimento dessa diversidade e de que existe todo tipo de gente ao nosso redor, nos faz viver melhor. Nos torna seletivos e mais atentos na escolha daqueles que de verdade poderão compartilhar do nosso convívio, da nossa energia e da nossa presença.
Na verdade, considerando quantos somos no mundo, temos contato com poucas pessoas durante a nossa vida. E é desses poucos contatos - uns mais próximos e intensos, outros mais rápidos e periféricos - que construímos o nosso universo pessoal de relacionamentos e de felicidade.

De todos os encontros que já vivi, profissionais e pessoais, extraí algumas lições:
A felicidade está aí e é para todos mas, muito poucos conseguem realmente alcançá-la.
Não estamos aqui para agradar a gregos e troianos. Precisamos é nos agradar antes de tudo. Estarmos felizes é o que importa.
Não precisamos dar ouvidos a pessoas sem vida, tristes, vazias, que passam a vida tentando se completar atacando e observando descaradamente a vida dos outros. Esse tipo de gente nada têm a nos acrescentar. São pessoas de espírito pobre e alma pequena. São tipos que não conseguiram ser nada na vida e por causa disso perdem a sua vida invejando a vida dos outros.
Não temos a obrigação de compartilhar a nossa vida ou de ser amigos de alguém que não nos faça bem.
O que deve mover a nossa vida é a nossa consciência e não a consciência dos outros.
Vivemos em grupo, em sociedade, mas só cada um de nós sabe o que é melhor para si.

Isso tudo porque esta vida é única.
Isso tudo porque estamos todos aqui para encontrar a felicidade.
Isso tudo porque existem pessoas muito boas pelo mundo e esse é o nosso maior garimpo: encontrá-las!
Encontrá-las é garimpo diário.
Encontrá-las é garimpo constante.

Com este garimpo bem feito, jamais perderemos nossas folhas por causa de qualquer "mau olhado".
Cercados de pessoas do bem e construindo ao nosso redor um ambiente positivo e verdadeiro, estaremos imunes a todo o tipo de energia ruim.
Todo esse mal, todo o veneno destilado, todo o desejo ruim retornará para o mesmo lugar de onde partiu.
E lá permanecerá.

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