quinta-feira, 28 de junho de 2007

Hahahahahahahahaha... putz...

Galera, eu nem me lembrava mais disso.
Dêem uma olhada aí, tá hilário, hehehe...
Não me aguentei aqui de tanto rir...
Gravei no Rio em 2000 quando o Bussunda ainda estava no Casseta.
Veja aí:



Meu brother Nadjackson, vc arrasou velho, além de não ter isso gravado, eu não me lembrava mais.
Valeu!

EU NÃO TÔ ME AGUENTANDO...

Assim não vai dar, hehehe...
Rapaziada, não fiquem com ciúmes, mas eu tô podendo...
Olha o que essas duas fizeram prá mim.
Primeiro foi Brunna, lá de Natal, amor da minha vida.
Tatuou um "DG" em minha homenagem. "DG" é a abreviatura de um apelido que ela me deu faz tempo...
Olha como ficou:

Agora foi Marthinha, de Maceió, minha eterna jornalista.
Ela acabou de tatuar um "N" na nuca.
Minha lindona, depois me mande uma foto da tattoo que também apareça seu rosto, ok?
Olha aqui como ficou:

Agora me responda aí, como é que eu me aguento???

Minhas lindonas, amo vocês, muito obrigado por este imenso carinho e amor.
Um beijo eterno!

DIA DA PIPOCA

Hoje eu participei do "Dia da Pipoca" lá na Caco de Telha. Esse dia acontece sempre às terças e quintas, sempre no final do dia. Todos os funcionários se reúnem na sala de reunião para uma confraternização e comes e bebes. Hoje rolou hot dog e refrigerante para a galera.
Eu saí da dieta e caí matando...
Na próxima vez levarei um violão para fazer um som para a galera.


BALAIO DE GATO

Hoje no final do dia gravei também uma entrevista para o programa "Balaio de Gato" da TVE aqui da Bahia. Foi uma das melhores entrevistas que já dei. Fui entrevistado por Fan Teixeira, a condutora do programa.









Como seria bom se eu fosse entrevistado sempre dessa forma. Falei coisas que nunca falei numa entrevista. É que fica cansativo a gente responder sempre as mesmas perguntas.
O "Balaio de Gato" vai ao ar todos os domingos a partir das 17:30 na TVE Bahia.
Valeu Fan, um beijo em Lavínia e um abraço para Gastão.
Um abraço a todos da TVE.

PROGRAMA COM ELIANA

Hoje passei boa parte do dia gravando para TV.
Estou participando de um quadro do programa "Tudo é Possível" de Eliana chamado "De Volta Ao Passado". No quadro eu tenho que escolher e fazer uma homenagem a 5 pessoas que fizeram ou fazem parte da minha vida e que tiveram grande importância na minha história. Na homenagem eu tenho que invadir o local de trabalho dessas pessoas com a equipe de filmagem da TV Record e fazer uma homenagem à elas. Uma dessas pessoas foi Jesus Sangalo e hoje eu invadi o escritório dele.

Quem me conhece sabe que não pode faltar a brincadeira...
Cheguei no shopping Aeroclube Plaza Show aqui em Salvador e me escondi na van

da TV Record onde esperei Jesus chegar no seu escritório. Prá variar, fizemos uma pegadinha com a galera da TV e saímos, eu e Gegê, com a van pelo estacionamento do shopping, Gegê dirigindo...
Quase atropelamos Windson do Cheiro de Amor, hehehe... Um abraço Windson.

A gravação foi massa. Saímos igual a uns loucos pelo Aeroclube filmando tudo e invadimos a Caco de Telha atrás do cara. Tudo sem avisar a ninguém!







Entramos na Caco e fomos até a sala de Jesus, o cara amarelou...
Foi a primeira vez que vi Jesus sem graça.
Muito bom, era o que a gente queria.
Érica Saraiva do programa "Tudo a Ver" também marcou presença filmando a matéria para o seu programa.







Foi massa, valeu Jesus!

Gravei também com outras pessoas durante o dia mas isso vocês só irão ver no programa. Avisarei no blog o dia que será exibido pela TV Record.
Amanhã ainda faço gravações para o programa de Eliana e na próxima terça estarei com ela em São Paulo para gravar o restante.

ALIMENTAÇÃO - DICA IMPORTANTE!

Por que comer a cada três horas?

Para quem quer emagrecer, a idéia de comer mais vezes durante o dia pode parecer absurda. No entanto, diminuir o intervalo entre as refeições evita que o organismo acumule calorias em forma de gordura.

"Ficar com fome torna o organismo estável, com metabolismo mais baixo para gastar menos energia", afirma o nutrólogo Daniel Magnoni, presidente do Instituto de Metabolismo e Nutrição e da Associação Brasileira pela Nutrição Saudável. O jejum prolongado provoca o aumento da produção de insulina, o que estimula a fome.

É o caso das pessoas que reclamam que comem pouco e não conseguem emagrecer. Conforme o médico, são comuns casos de pacientes que só fazem uma grande refeição (almoço ou janta) e quase nada durante o dia. "O corpo se acostuma a receber pouco alimento, mas não emagrece", explica.

A dica é manter o sistema digestivo sempre ocupado. "Comer várias vezes e pouco diminui a sensação de fome", aconselha o médico. Alimentar-se de três em três horas é a orientação dos especialistas para quem precisa perder peso. O período é o tempo suficiente para completar a digestão e começar a sentir vontade de comer novamente.

* Confira dicas para se alimentar melhor
• Saiba o que está comendo: leia atentamente o rótulo dos produtos antes de comprar.
• Procure alimentos com baixo teor de gordura ou sem gordura.
• Cuidado com os produtos ligth e sem açúcar: um alimento que não contém açúcar pode conter muita gordura para compensar a perda de sabor.
• Aumente os carboidratos complexos como arroz, feijão e massas, e evite os carboidratos simples como doces e açúcar.
• Inclua alimentos ricos em fibras na dieta. Coma frutas com bagaço e verdura.
• Quando tiver vontade de comer doces, troque os industrializados pelos caseiros, sem creme de leite, leite condensado e chocolate.
• Beba muita água, pelo menos dois litros por dia.

Valeu Everaldo, um abraço!
Alexandre, valeu pela observação, já corrigi, abraço!

domingo, 24 de junho de 2007

VÍDEO DO RAPEL I

Aqui um trecho da minha descida de rapel aqui em Salvador.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

iPhone I

Atenção: Isto não é uma propaganda, é paixão mesmo!!!

FELIZ SÃO JOÃO


Minha galera,
um Feliz São João para todos vocês!
Muito forró, comidas típicas, licor, tudo que se tem direito nessa época do ano.

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

Minha gente, se alguém aí tiver o e-mail do Bin Laden, favor repassar esse post com urgência...



Niemeyer que me perdôe, hehehe...
Nada contra a sua arquitetura.

Cela, isso é a sua cara...

ESSE É PRÁ QUEM GOSTA MESMO!!!

Meus amigos,
meu produtor Gegê já está com um estoque de adesivos automotivos com a marca "Netinho" para o carro de vocês, dos seus pais, dos seus amigos,
vizinhos, colegas, paqueras, namoradas, amantes, ficantes, periguetes, cachos, etc...
Mas é só prá quem gosta de verdade do meu trabalho, prá quem veste a camisa.


Quem desejar receber o adesivo pelo correio, envia um e-mail para

adesivo@netinho.com.br

Está lindão!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

REVEILLON 2008

Vou avisar logo prá vocês irem se preparando...

FOTO NOS COMENTÁRIOS



Minha gente,
vocês também podem colocar uma foto ou um desenho qualquer nos comentários que fazem aqui no meu blog.
Sigam estas instruções e mandem ver!
Mostrem a cara, hehehee...



Chris Chorona - Fortaleza deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A LUA E O DRAGÃO CHINÊS II":

"Cliquei na foto do Netinho, depois em "permitir o acesso ao seu Perfil"...
Lá fiz um cadastro simples e adicionei uma foto minha disponível na internet em "URL da foto"."

Valeu lindona!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A LUA E O DRAGÃO CHINÊS II

Está quase pronta.

Hoje à tarde sombreei meu dragão chinês em mais uma sessão de tattoo.
Agora só falta colorir algumas partes do dragão como barriga, escamas, olhos, língua, etc.
Está ficando massa!

Vou terminar logo antes que terminem estas minhas curtas férias juninas.

AUTORIA NOS COMENTÁRIOS

Minha gente, vamos todos assinar as mensagens colocadas aqui no blog.
Coloquem nome (ou nick), a cidade e o estado onde moram.
Um ótimo dia para todos!!!

terça-feira, 19 de junho de 2007

MINHAS RESPOSTAS NO BLOG

Gente,
estou lendo todos os comentários de vocês deixados aqui no blog.
Como no blog antigo, só eu tenho acesso a este espaço aqui.
Nesta nova formatação eu não estou tendo como responder os comentários de vocês um a um e já estou vendo como resolver esse problema já que é isto o que eu desejo.
Por outro lado, não temos mais aquele problema de muitas pessoas não conseguirem deixar comentários.
Enfim, estamos colocando tudo na balança e verei se manterei esta formatação ou se voltaremos para o antigo blog.
Gosto desta opção atual pois me permite publicar vídeo e isto é algo muito bacana que dará um movimento legal ao blog.
Vamos ver...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

NOVO BLOG DE NETINHO


Minha gente, a partir de hoje este será o nosso espaço de comunicação.
Este novo blog será o nosso ponto de encontro e de troca de idéias e mensagens.
Como prometi, transferi meu blog para outro servidor trouxe prá cá algumas coisas que escrevi no blog antigo e que acho bacana deixar aqui registrado.
A partir desse momento meu novo blog está aberto para vocês.
Aqui, além de textos e fotos, poderei também disponibilizar músicas e vídeos aumentando assim as nossas possibilidades de comunicação.
Sejam bem vindos!
Um grande abraço,
Netinho.

GILBERTO GIL - BANDA LARGA CORDEL



Gente, esta é a nova música de Gilberto Gil onde ele cita o meu nome.
Assim meu coração canceriano não aguenta...
Imagina receber uma homenagem dessa do Tropicalista Gilberto Gil?
Logo eu que me considero filho dos Tropicalistas.
No meu primeiro disco solo logo após a minha saída da Banda Beijo em 1993, Gil gravou comigo a música "Carta à Mãe". Cantou a música e gravou os violões me dando a sua bênçao no momento mais difícil da minha carreira. Tudo deu certo com o disco e vendi mais de 800.000 cópias em todo o Brasil.
Agora o cara me dá esse presente...
Valeu mestre, muito obrigado!
Em "Banda Larga Cordel", Gil fala da banda larga da internet e a coloca como a nova estrada por onde tudo passa e passará.
Diz que o que por acaso não passar por esta estrada estará fora dos rumos dos novos tempos.
Na rima ele cita o meu nome.
Concordo com ele sobre a internet e a banda larga.
Na verdade, não sei se Gil sabe o quanto gosto de tecnologia e desse novo mundo da internet.
Não sei se sabe que ando sempre com o meu iPod e com o meu laptop MAC.
Não sei se sabe também do bloco que lancei aqui em Salvador anos atrás de nome InterNet, em parceria com o Bloco Inter.
Também não sei se sabe que há muitos anos, antes mesmo da era dos grandes provedores de internet aqui no Brasil, eu já me conectava à rede através do AOL discando para um canal desse provedor em Buenos Aires. Nessa época eu troquei e-mails com Steve Case, dono do AOL, sobre uma parceria para o lançamento de um provedor aqui no Brasil. Gentilmente ele me respondeu dizendo que o Brasil estava nos seus planos mas não era aquele o momento.
Um tempo depois abri aqui em Salvador o provedor InterPlanet, um dos pioneiros em oferecer conexão discada à internet aqui na Bahia.
Penso que Gil também não sabe disso.
Vou perguntar a ele.
Segue a letra.

BANDA LARGA CORDEL

Gilberto Gil (canção de trabalho da turnê internacional de Gil)


Pôs na boca, provou, cuspiu.
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem o gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel banda larga

Vai viver sem saber que o mundo é o seu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que o mundo é o seu

Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é Corão

E então, e então, são quantas bandas?
Tantas quantas pedir meu coração
E o meu coração pediu assim só
Bim-bom, bim-bim-bom, bim-bão

Todo mundo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que está na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz não
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão
Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação
Ou então não, não adianta nada
Uma vai outra fica abandonada
Os problemas não terão solução

Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho

Diabo do menino agora quer
Um ipod e um computador novinho
O certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho

O Netinho baiano e bom cantor

Já faz tempo tornou-se um provedor – provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinhô
Diabliu de menino internetinho
Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez assim com o seu avô

Rodovia, Hidrovia,
Ferrovia e agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior.

Meu Brasil, meu Brasil, bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas dos Sertões, Guimarães Rosa
Ilíadas, Luzíadas, Camões
Rei Salomão no Alto Solimões
O pé da planta, a baba da babosa

Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu

terça-feira, 12 de junho de 2007

FAROFA DE BISCOITO

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 22 de agosto de 2006, 03:12

Junho de 1998, Blue Estúdio, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Gravação do meu CD "Radio Brasil" que, entre outras músicas, tinha no repertório "Lugar Nenhum", "Indecisão" e uma regravação minha mesmo de "Por Teu Beijo".
Estava eu no meu estúdio por volta das 11 da manhã quando dei de cara com a cantora Alcione que estava lá fazendo alguma gravação. Ela havia pedido a meu sócio e então produtor musical Guto Graça Mello para me conhecer. Foi uma pequena festa. Minha banda também estava lá e todos tiramos fotos com a Marrom e rimos bastante. Foi massa!
Para mim, esta Maranhense de São Luís é uma das nossas melhores cantoras, dona de um vozeirão fantástico e de um jeito de cantar bastante particular. Acomodada confortavelmente no samba, ela também interpreta baladas românticas como ninguém e tem o dom de sempre imprimir calor e paixão nas melodias das canções que grava.
Ela é musicalmente farta!
Farta como artista e como ser humano também.
Farta e muito generosa.
Pelo menos foi essa a impressão que deixou em mim.
Naquele dia, antes de ir embora, ela me perguntou se estaríamos ali no sábado seguinte.
Eu respondi afirmativamente.
Ela então me disse:
- Menino, não peçam nada prá almoçar pois eu trarei uma comida prá vocês!
Aquilo soou um misto de surpresa, novidade, e para alguns, conversa fiada.
Imagine se Alcione iria voltar ali apenas prá levar um almoço prá gente...
Fala sério!
Voltamos às gravações e aquilo acabou sendo esquecido com o passar da semana.
Pense na dimensão da surpresa que tivemos quando, no sábado seguinte, Alcione baixou lá no estúdio acompanhada da irmã e de um sobrinho.
E o improvável aconteceu: Sob os seus braços havia pratos, talheres, e um verdadeiro banquete prá gente, feito por ela mesma.
Que coisa linda!
Vejo o ato de alimentar como algo de muito bonito.
Desde o peito necessário que é cedido por uma mãe ao seu filho até um jantar trivial que se prepara para amigos numa reunião informal.
Não falo do ato urgente de matar a fome. Necessidade.
Nem de saciar os famintos que convivem com a miséria. Obrigação.
Falo do ato desprendido, descompromissado e voluntário de preparar uma refeição e servir.
Há aí dentro, por mais lúdico que seja o momento ou a intenção, a riqueza do ato de alimentar.
Alcione, naquele dia, nos confirmou o quanto é bonito fazer isso.
Descompromissadamente.
Sem vínculos com causalidades.
Sem nenhuma necessidade urgente.
Apenas pelo prazer de servir. De alimentar.
Naquele dia, num ato humilde e muito humano ela nos serviu, um a um, como uma mãe.
Lembrei desse momento (transformado em presente) feliz e inesquecível que vivi e resolvi postar aqui depois de ler um e-mail que recebi de um blogueiro hoje à tarde. O e-mail era enorme mas o que me remeteu a este caso foi o seguinte trecho:

Não devemos dar muita importância ao que os outros vão pensar ou falar...
O que importa é sermos realmente felizes, não importando o quanto você possa parecer bobo ou errado, frente aos olhos de quem nunca vai saber o que realmente se passa em sua mente ou no seu coração...
A felicidade está aí, de graça e prá quem quiser tê-la.
O que precisamos é saber enxergá-la em cada pequeno presente que recebemos o tempo todo em nossas vidas!

Naquele dia Alcione cozinhou para nós um bobó de camarão inesquecível, acompanhado de arroz branco e farofa de biscoito cream cracker.
Ela nos deu um presente.


Marrom, onde você estiver, um beijo enorme no seu coração, do tamanho da sua generosidade.

Netinho

SOBRE O DVD

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 23 de setembro de 2006, 15:23

Enviado via e-mail por Felipe Andrade, meu sobrinho.

"Tio Netinho,
ontem vimos Netinho Por Inteiro, e não pude deixar de escrever sobre esse trabalho maravilhoso!!!
Como minha mãe te contou por telefone, ontem fomos no Manga Banana com Marcão e Geo.
Ao chegarmos, a pizzaria estava cheia.
Procuramos uma mesa do lado de fora.
Eu como adoro ver os shows, olhei logo pra TV para ver o que estava passando.
Não reconheci o show no começo, pois só consegui ver o bateirista da banda que tocava.
Achamos uma mesa na frente da TV.
Tudo ia bem, até que a música do show chegou aos meus ouvidos:
"Maria Aparecida porque apareceu na vida. Maria Sebastiana porque Deus fez tão bonita. Oh Oh Oh..."
Nem olhei pra TV.
Minha primeira reação foi gritar:
Minha mãe! Olha quem está cantando!
Então olhei pra TV.
Caramba, como fiquei feliz.
Depois de tanto tempo de espera, finalmente vi o show inteiro.
Estavam todos lá, você, eu, Luana...
Tudo que me fez tão feliz naquela noite estava voltando aos meus olhos.
Quando nos sentamos, as pizzas começaram a vir...
Mas eu milagrosamente, não comi!!!
Porque estava mais preocupado em não perder nenhuma cena do show do que em comer.
Demos muitas risadas, pois eu apareço DEMAIS!!!!
Vou ter que cobrar direitos autorais viu???
Luana aparece se acabando em imagens reveladoras...
Mas você é quem rouba as cenas.
A música, a dança, o palco, o figurino, a platéia... tudo estava muito bonito mas o que mais me chamou a atenção foi a sua vontade de cantar, de mostrar ao povo que você está de volta, que você ama fazer o que estava fazendo, mas principalmente a sua felicidade de estar ali.
Mesmo já tendo visto o show ao vivo e um pedaço da mostra na casa de tia Christiane, não pude deixar de me emocionar em certos momentos do show.
A parte no qual você canta com Ivete é maravilhosa.
Parece até que vocês escolheram as músicas que iam cantar em minha homenagem!
Primeiro, vocês cantam "Onde você se esconde" ,que é a música que eu mais gosto do CD Outra Versão.
Depois vocês cantam "Tempos Modernos", a música que eu mais gosto de Lulu Santos.
Caramba, mesmo com o barulho da Pizzaria, mesmo não estando vendo nem ouvindo direito por causa das pessoas conversando e passando na frente, não pude deixar de me arrepiar.
Meu tio cantando com Ivete, minha rainha!!!
Você também cantou "Menina" que me fez lembrar do início da sua carreira (apesar de eu só ter conhecimento desse início através das histórias que minha mãe me conta e de fotos, porque eu ainda não era nascido ou então era muito pequeno).
Mas o "clímax" do show, com certeza foi "Milla" você não vai acreditar, quando você começou:
"Tudo começou, há um tempo atrás. na ilha do Sol..."
Todos na pizzaria viraram as cabeças para a TV.
Foi demais!!!
Teve gente até dançando!!!
Enfim, esse DVD com certeza é um dos maiores DVD's que eu já vi.
Eu simplesmente achei incrível.
Quero parabenizar toda a sua equipe, banda, produção, enfim...
Todos, mas principalmente você, que nos alegrou com suas músicas e com sua alegria naquelas duas noites maravilhosas de Fevereiro...
Fico triste em saber que perdi bons momentos da sua carreira porque não nasci antes, mas me contento em saber que muitos bons momentos ainda virão!!!
Quero que saiba que apesar das peças que a vida nos prega, eu te admiro muito como artista e como pessoa, sempre fui seu fã, assim como minha mãe, pois nasci te ouvindo.
Pode parecer ridículo para alguns eu me emocionar com suas músicas, mas isso só acontece porque eu não consigo não ouvir e não lembrar de bons momentos que tiveram músicas suas como "trilha sonora".
Enfim... te parabenizo pelo DVD, te desejo muita sorte a partir de agora, que você faça muito sucesso pelo Brasil e pelo Mundo!!!!
Adorei os efeitos (o Matrix tá massa!!!) , adorei o repertório, as coreografias, a banda, enfim tudo!
Espero que esse DVD ainda te traga muitas felicidades!!!
Eu ainda não tenho nem o CD nem o DVD em casa, mas estou esperando outra oportunidade de ver e ouvir esse show de novo.
Pois vale a pena ver várias vezes não para ver o Netinho, mas o Ernesto Por Inteiro.
Um abração,
do seu sobrinho,
Felipe."

Lipe, muito bacana o que você escreveu.
Você está escrevendo muito bem para a sua idade. Parabéns!
Amo você e sua família.
Realmente a vida nos prega peças, mas seria muito monótono se não fosse assim, não é mesmo?
O que importa é o que podemos aprender com essas "peças" que a vida nos prega.
O que importa é o que fazemos, nossos atos diante de tudo isso.

No fundo, o que importa mesmo é que nada acaba aqui ou agora.

Por causa disso eu peço a Deus todos os dias que faça o amor que há em mim ser sempre maior do que tudo de ruim que a vida de vez em quando tenta imprimir nos meus dias.
Faço isso pois sei que sempre haverá um dia após o outro enquanto nós estivermos por aqui.

Sobre isto, eu cito Chaplin prá você:
"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui.
O verdadeiro valor de um homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza de seus ideais."

E quanto aos outros, são apenas "os outros"!
Nunca se sinta ridículo por causa de alguém ou do comentário de qualquer pessoa.
Seja sempre você mesmo e acredite em você!
E seja feliz!
Um beijo do seu tio.

Netinho

DIA DAS CRIANÇAS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 12 de novembro de 2006, 10:07


Retire de mim o profissional e encontrará uma figura extremamente lúdica em suas amizades, nos momentos de descontração, com a família, etc.
Espero conseguir manter esse brilho até o fim dos meus dias.
Por mais de uma vez pessoas por demais espiritualizadas me disseram que ando o tempo inteiro cercado de Erês, de espíritos de crianças.
Espero que eles sigam sempre comigo.
Sei que só me fazem bem!
Para todos vocês, um ótimo Dia das Criancas.
E procurem manter dentro de cada um o que ainda há da crianca que foram um dia.

ÁLBUM DE RETRATOS DO AMOR

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 21 de maio de 2007, 19:54


Muitas vezes nos pegamos querendo voltar a viver relações amorosas que tivemos no passado.
Relações estas que aconteceram, que tiveram uma história linda e que acabaram.
É um saudosismo movido à qualidade do que foram aquelas relações vividas naquela época.
Queremos sentir as mesmas coisas, viver outra vez as mesmas situações, e com as mesmas pessoas.
As vezes até nos pegamos em atitudes loucas e impensadas na tentativa de reconquista daquelas pessoas ou daquelas relações.
Atitudes estas que quase sempre são frutos da inércia de um amor que ainda ecoa na nossa memória mas que no fundo já não existe mais.
Doce ilusão...
Certas coisas jamais poderão acontecer da mesma maneira que aconteceram no passado.
Até porque, em se tratando de relacionamentos, tudo fica ainda mais complicado pois nós seres humanos mudamos sempre.

E pela velocidade do mundo de hoje, se nunca somos os mesmos de ontem, imagina se nos compararmos a nós mesmos de tempos atrás...
Por causa disso, tudo também acontecerá de uma outra maneira numa nova relação mesmo entre as mesmas pessoas.
E imprevisível!

O bom é que a vida, como diz o ditado, escreve certo por linhas tortas.
Nos chateamos as vezes porque certas coisas que desejamos ou planejamos não acontecem.
Porém, com o tempo, vemos as vezes que poderíamos cometer um grande erro dentro daqueles desejos ou planos.
Quando isso acontece é muito confortante...
Precisamos é ser mais pacientes com os acontecimentos.
E pedir que as coisas só aconteçam de acordo com os nossos desejos se for para o nosso bem.

Escrevi outro dia aqui no blog que se nos prendermos muito a recordações passadas, não teremos tempo ou clareza para enxergar o que a vida está nos apresentando agora, nesse momento.
É a mais pura verdade.
Das relações passadas eu quero no meu dia a dia apenas a lembrança dos bons momentos e o aprendizado para não falhar onde falhei.

Deixemos o passado para os álbuns de retratos e para algum recanto tranquilo da nossa memória.
Foi bom? Massa!
Acabou? Paciência!
Ninguém ou nada é insubstituível em nossas vidas.

Quanta coisa bacana está aí à nossa espera.
Só precisamos estar abertos a isso.
Vamos viver o novo.
Novas emoções, novos aprendizados, novos amores!
E como fazer isso é bom e faz bem!

Netinho

HABEMUS PAPA?

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 11 de maio de 2007, 09:06


O Papa está no Brasil?
Deixando de lado a enfadonha cobertura midiática da visita de Joseph Ratzinger ao Brasil, observo que a Igreja Católica vem realmente perdendo terreno e espaço no mundo moderno. Não há hoje aquela comoção nacional que envolveu os brasileiros na época da última visita do carismático papa João Paulo II ao Brasil.
Ainda insistentemente concubinado a dogmas e preceitos que há muito não se aplicam ao pensamento atual da humanidade, o Vaticano hoje tenta se reposicionar num mundo sitiado por igrejas que avançam cada vez mais no coração do "faithless" homem comum.
Ao meu ver, atualmente não há mais espaço para a imposição de dogmas.
Há espaço para a sua discussão, para o diálogo.
Para os esclarecidos há espaço apenas para o claro debate.
Mas a fundamentalista Igreja Católica insiste.

O sumo pontífice Bento XVI afirmou meses após a sua posse que "A igreja não é mais das massas". Deve ter se referido apenas à Igreja Católica pois outras igrejas crescem em velocidade acelerada.
Pois é, o Vaticano está correndo atrás.
Para o Brasil, um santo.
E quase que mais um feriado, como desejou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Habemus um santo!
Depois de 10 mil santos na igreja católica finalmente temos o nosso.
São Frei Galvão é agora oficialmente por todos os brasileiros.
Penso que pela fé que milhões de brasileiros já depositavam no beato ele já era santo mesmo sem esta burocrática aprovação do Vaticano.
Mas funciona assim...

Nada contra a religião pregada pela Igreja Católica.
Nem contra qualquer outra religião.
Aliás, o que seria da humanidade sem a sua crença no pecado, na bênção, no purgatório, no santo perdão?
Considero a Bíblia católica um livro lindo, muito bem escrito e recheado de bons conselhos, lindas imagens e grandes idéias. Porém não posso esquecer que ela foi escrita por nós mesmos, pelo homem que criou ali a imagem que desejava para Deus.
Antes mesmo do homem existir, porém, esse mesmo Deus (como o vejo) já existia.
Aliás, antes do advento do Cristianismo vários deuses já existiam na terra e orientavam a humanidade em sua carência e curiosidade sobre a sua própria existência. A Deusa Mãe (deusa da natureza), o Deus da fertilidade, O Deus da chuva, etc. Todos eles frutos da própria imaginação e necessidade do homem.

A questão é que para mim Deus não é um símbolo.
Nem precisa de representantes ou imagens.
O sagrado de Deus prá mim é a boa energia, é o bem querer, o bem fazer e o bem estar.
E está em qualquer lugar.
Dentro de mim e de você também.
Não entro em igreja para orar desde os meus nove anos.
Minha igreja está em minha casa, no palco onde canto, na minha música, no avião onde viajo, na minha filha, aqui no meu blog, em qualquer lugar.
Mas essa é uma opinião bem pessoal.
Cada um crê no que quer.

Habemus Papa.
E habemus um santo também.
E 100% brasileiro!
Vamos ver se agora as coisas melhoram por aqui...

Netinho

FRAGILIDADE E INTENSIDADE

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 09 de maio de 2007, 07:07


Eu nunca gostei de ir a hospitais e há algum tempo não fazia isso a não ser para os meus check-ups anuais.
Não tenho medo algum da morte mas tenho pavor de ficar doente e impotente numa cama.
Só de pensar nisso, estremeço.
Nesta segunda feira fui até o hospital São Rafael aqui em Salvador visitar um amigo irmão que sofreu um infarto.
Já cheguei lá meio fragilizado pois gosto muito desse meu amigo e a notícia de que ele havia sofrido um ataque do coração pegou a todos de surpresa.
Família e amigos, todos tomamos um grande susto.
Além de ser um atleta e de não ter histórico de doenças cardíacas na família, esse amigo nunca fumou e tem hábitos saudáveis como dieta equilibrada e um rotineiro check-up semestral.
Quando entrei no hospital e fui andando até o quarto na UTI, parecia que eu estava assistindo a um filme em câmera lenta. Pacientes passavam em macas; outros se encontravam em macas estacionadas no corredor do hospital; médicos e enfermeiros sempre com pressa entrando e saindo dos quartos; rostos tristes e preocupados de pessoas certamente à espera de algum parente ou amigo internado olhavam prá mim, e minha mente ia reagindo a tudo aquilo.
Cada segundo parecia durar horas.
Estava assistindo a tudo mas ao mesmo tempo parecia que eu estava em outro lugar.
Parecia que eu não estava ali, uma sensação muito estranha.
Ver semelhantes naquele estado é algo que nunca gostei.
No fundo rejeitamos aquela condição e no nosso dia a dia sempre achamos que não iremos parar ali.
Mas a verdade é que estamos bem mais próximos do que costumamos imaginar.
Basta um segundo e algo de ruim pode acontecer a qualquer um de nós.
E lá estaremos.
Na ante-sala da UTI encontrei com parentes do meu amigo e aos poucos fui saindo daquele estado estranho.
Entrei no quarto.
Durante o pouco tempo que fiquei lá estive tonto e me controlando para manter o domínio sobre o que eu falava e ouvia.
Não sei como permaneci em pé.
De vez em quando e em algumas situações isso acontece comigo.
Não sei de onde vem mas sinto que é algo espiritual e por ser assim não me incomodo.
Brinquei, contei minhas novidades, perguntei como aconteceu tudo, mas não conseguia parar de pensar em como ele devia estar se sentindo deitado ali. Já passei por situação semelhante quando do acidente de carro em que meu pai morreu e que precisei ficar um longo tempo internado em um hospital aqui em Salvador.
É uma sensação máxima de fragilidade, impotência e solidão.
Ali você está entregue realmente aos acontecimentos, à sua sorte.
Ali você pensa nos seus planos, nos projetos inacabados, nas pessoas que ama, nos amigos e nos inimigos.
Pensa na sua vida.

Apesar de angustiante, um momento dessa natureza é um grande momento.
Muitas coisas mudam de valor prá você.
Quando entende que poderia ter morrido ou que chegou bem próximo do fim, tudo passa a ter outro signo.
Obviamente só entende isso quem já passou por tal situação.
E olha que, mesmo assim, ainda esquecemos disso na rotina dos nossos dias.
Como seria bom se o domínio da ciência dessa situação fosse inato em todos nós.
Seríamos tão diferentes...

Paulo, desejo uma rápida recuperação para você.
Que você retorne logo para o nosso convívio.
Sei que está aprendendo com esse momento e isso é muito bom.
Também aprendo e reafirmo aqui para mim a certeza de que devemos viver cada instante no máximo grau de intensidade dando importância ao que sentimos e não ao que os outros acham ou pensam sobre nós.
Um beijo do amigo que te ama e torce por você!

Netinho


Agora a resposta do meu amigo Paulo, que leu este meu post ainda na cama do hospital:

"Li sua Mensagem...... Voltei a ler inúmeras vezes!!!!
Em todas me emocionei muito, sem poder........
Meu coração já não é o mesmo (risadas entre lágrimas!!!).
Porém, tenho fé que manterei todos os amores
Todos os valores e todas as coisas boas....
As coisas ruins “morreram” no domingo pela tarde quando enfartei
“Morreram” junto com a parte do meu coração que se foi.
Nunca pensei passar por esta situação porque realmente sou cuidadoso
Mas já que passei, obrigo-me a ser melhor do que tento ser
Melhor filho, melhor irmão, melhor tio, melhor amigo
Enfim, uma PESSOA MELHOR.
Inclusive pra mim mesmo.

Obrigado!
Meu “NOVO” coração certamente reconheceu sua AMIZADE de sempre, o seu AFETO.
Tenho a convicção de que sua presença na UTI foi parte essencial do meu “retorno”.
Aquela porção espiritual que lhe assedia é um dom que DEVE ser compartilhado
Pois manifesta o seu “EU DIVINO” . Pense nisto.
Tentarei manter viva esta nova realidade que pensei não existir."

Paulo Márcio

segunda-feira, 11 de junho de 2007

SACO DE GATOS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 27 de março de 2007, 02:07


Eu não votei na última eleição para presidente.
Estava até em Salvador mas não me senti estimulado.
Volta e meia eu me pego imaginando como é que funciona realmente o ambiente político.
Gostaria de saber um pouco da experiência de Brasília, do Congresso nacional, daquela mecânica ali.
Aqui no Brasil, assim como em boa parte do mundo, os políticos estão tão desacreditados que é até difícil citar um nome que consideramos correto nesse meio. Cada vez mais a imundície dos bastidores da política nacional é exposta. Cada vez mais rápido ficamos sabendo o que ocorre em Brasília por trás da tombada estilosa arquitetura de Oscar Niemeyer. Os jornais e revistas nacionais desenvolveram na área da política a reportagem investigativa e têm mostrado fatos que não seriam revelados sem as suas ações.
O engraçado é que, com esta evolução da imprensa e com a quantidade imensa de informações sobre armações escusas reveladas quase que diariamente, mais caras-de-pau ainda ficam os políticos que nos representam na capital federal.
Vocês já notaram que nós vamos tendendo a nos acostumar com tudo isso?
Esses absurdos vão ficando "normais" com o passar do tempo.
São tantas as fraudes, os roubos, as CPI's e as armações, que acabam fazendo parte do cotidiano da grande maioria assim como as contas a pagar, a previsão do tempo, dormir ou acordar.
É lamentável essa falta de atenção e esse descaso da maioria dos brasileiros com o que esses caras estão fazendo com o dinheiro público e com o destino do Brasil.
Para os que seguem as regras; para os que pagam em dia os impostos; para os que praticam a ética, tudo isso é revoltante!!!
Só para citar um pequeno exemplo, vejam uma matéria que está na edição dessa semana da revista Veja. É sobre o que acontece dentro da Infraero, organização que cuida dos aeroportos brasileiros e que detém uma verba para investimentos anuais de quase um bilhão de reais. Além de expôr uma transação danosa aos cofres públicos que quase se realiza dentro da empresa, a revista deixa claro o alto grau de interesse dos políticos e seus partidos na administração da Infraero.
A matéria expõe o caso, dá nome aos bois, mas cabe a nós a cobrança para que tudo seja esclarecido e as pessoas envolvidas percam seus cargos e paguem pelo que fizeram. Cabe a nós pois os próprios políticos que nós elegemos para realizar esta função estão envolvidos com o caso.
E aí, como fica?
Na semana que vem uma nova edição da mesma revista trará casos novos semelhantes a este e é assim que a coisa caminha.
Estamos perdidos?
Isso que acontece na Infraero também acontece na Petrobrás, nos Correios, em Furnas, na Caixa Econômica Federal e nas outras companhias estatais.
Pela administração dessas empresas os nossos representantes travam uma verdadeira briga de foice. Ao término do brigado e na condução de alguma dessas estatais, eles fazem a festa: Desviam verbas, trocam favores, negociam influência e se locupletam com o dinheiro do povo brasileiro.
Estamos diante de um saco de gatos?

Ninguém se salva?
Será que o poder tem o poder de corromper até mesmo aqueles de caráter mais evoluído?
Precisamos aprender a cobrar.
Precisamos entender que quem os coloca lá no poder somos nós e por ser assim a nossa voz deve ser o fio condutor do que se faz na política brasileira.
Lula é o presidente da república mas trabalha para nós, povo brasileiro, únicos acionistas por direito desse país.
Com o impeachment, todo o poder e status de qualquer presidente rapidamente se acaba.
Com ele, que não é um processo criminal e sim político, o chefe do Poder Executivo é imediatamente afastado do seu cargo.
Poderia ser diferente.
O Brasil precisa aprender a punir criminalmente os políticos que fazem mau uso do dinheiro público.
Um crime como esse deveria ser encarado como um crime comum e o político poderia então ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal federal.
Hoje, os crimes políticos são considerados quase sempre como crimes de responsabilidade e aí é necessário a abertura de CPI's que quase sempre dão em nada pelo mesmo motivo da corrupção e falta de ética.
Não devia existir imunidade parlamentar num país corrupto como o Brasil.
Precisamos ter memória e lembrar dos nomes e fatos passados.
Precisamos evitar a reincidência de corruptos e ladrões na política brasileira.
Precisamos elaborar e manter atualizada uma lista pública com o nome dos maus políticos e pregá-la em cada poste pelas ruas do nosso país.
Precisamos moralizar de vez a política nacional.
Já ouvi muitas vezes pessoas do bem que até gostam de política falarem que jamais entrariam no meio por não quererem se envolver com o limbo que existe lá dentro. Esse pensamento deveria caminhar em outra direção. Essas pessoas do bem que têm afinidade com a política deveriam é entrar mesmo lá para "limpar" Brasília dos gatunos que fizeram da cidade moradia e meio de vida.
É até engraçado observar o nosso presidente às voltas com a construção do seu novo ministério.
Na verdade, um novo ministério deveria trazer nomes novos, pessoas capazes e experientes em condições de administrar o Brasil.
Deveríamos é estar comemorando e torcendo por este novo time como costumamos torcer pelo Brasil nas Copas do Mundo.
Ao contrário, ficamos desolados ao ver no ministério nomes cansados que já se envolveram em maracutaias ao longo da história.
É como diz a minha música "Balanço Legal": "Já tá tudo combinado..."

Eu errei quando não votei na última eleição para presidente.

Netinho

A LUA E O DRAGÃO CHINÊS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 23 de março de 2007, 01:07

"Quando a lua nova aparecer, vindo do oriente para o ocidente, aprenda a sentir a sua energia. Ela vem trazendo toda a força dos orientais, povo altamente evoluido espiritualmente."

Segundo minha Tia Dene, estas são palavras da minha bisavó Francelina para os seus filhos.
Minha bisavó era india e foi capturada no mato por meu bisavô.

Iniciei finalmente a conclusão da minha tattoo que comecei a fazer há alguns meses.
Na verdade, a idéia era estreiar essa tattoo no show do Festival de Verão de Salvador desse ano mas a falta de tempo e a correria não deixaram.
É a minha sétima tattoo.
Não dá para perceber que eu tenho tantas tattoos pois todas ficam cobertas quando estou vestido.
Todas são orientais já que tenho um certo fascínio pela cultura oriental.
Algumas são tribais e as fiz pelo belo desenho apesar de nada significarem.
As outras são ligadas à cultura oriental como o símbolo japonês da coragem, o símbolo dual do Yin e Yang e os belos dragões chineses.
Desses últimos tenho dois.
Os dragões têm uma simbologia diferente dentro das culturas ocidental e oriental.
Na nossa cultura ocidental os dragões são geralmente associados ao terror, ao fogo, ao amedrontador.
Já na cultura oriental os dragões são quase que sagrados, como deuses, e são associados à sabedoria, ao império, à liberdade e à harmonia.
No oriente o fogo do dragão também representa poder de destruição.
Lá porém, essa destruição possibilita e estimula a renovação, o renascimento.
Na China por exemplo, além de ser o símbolo do país, o dragão representa a prosperidade e a boa sorte.
E é a esta simbologia oriental do dragão chinês que eu me prendo.
Minha amiga Érica Saraiva, apresentadora do programa "Tudo a Ver" da TV Record foi cobrir a minha sessão de tattoo de hoje a noite.

Enquanto esperávamos Rodolpho, meu tatuador, ela até tomou coragem e colocou um piercing na orelha.

Valeu Érica, só me diga quando o programa vai ao ar para que eu possa avisar aqui no blog.

Muita gente qua ainda alimenta uma atitude mais conservadora em suas vidas têm grande preconceito contra os "tatuados".
Vamos acabar com isso.
Deixemos o preconceito e a ortodoxia de lado e vamos observar a tattoo como ela realmente é.
Uma arte aplicada ao seu corpo, à sua pele.
Eu, como tatuado de carteirinha, digo que há uma relação afetiva entre o tatuado e a sua tattoo.
Não sei como explicar, mas é algo que se incorpora ao nosso corpo e vai fazendo parte da construção e da evolução da nossa personalidade.
É como um quadro que você gosta, compra e pendura numa parede da sua casa.
Por ser na pele, essa relação é mais intensa e profunda.
Só quem tem sabe como é isso.

Penso que concluiremos essa tattoo em mais três ou quatro sessões.
Vai ficar linda!


Muitos falam da dor que a tatuagem provoca no momento em que está sendo feita.
Realmente dói muito mas apenas naquele momento.
Nós ocidentais fomos criados para rejeitar a dor e o sofrimento.
Não conseguimos enxergar o que há por trás da dor, da tristeza, da angústia.
No oriente essas situações normalmente se traduzem em aprendizado.
Tenho procurado criar uma relação com a dor nos momentos em que estou sendo tatuado.
Sempre penso no que já passei até aqui na minha vida.
Em dores bem maiores que já sofri e em dores que poderei ainda sofrer.
Aí, quando você observa sob essa ótica, a dor desaparece.
Fica mínima.
Procuro usar isso também em muitos momentos da minha vida.
Nem sempre poderemos ser o tempo todo felizes.
Teremos também imensos momentos de tristeza.
Quando rejeitamos esses maus momentos e perdemos tempo com lamentações, impedimos a mente de poder enxergar através deles.
Se fazemos o contrário e observamos e valorizamos os momentos de angústia, aprendemos a valorizar qualquer mínimo momento de felicidade.
Sem dúvida, somos mais felizes assim.
Na minha nova tattoo eu coloquei um dragão e flores.
Equilíbrio.
Esse é um dos pilares (talvez o maior deles) da sabedoria oriental.
Como diria a minha bisavó Francelina.

NÓS E OS OUTROS - A POPULAR FOFOCA II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 08 de março de 2007, 18:26


Ah, só para lembrar, temos DOIS ouvidos, DOIS olhos, e apenas UMA boca.
Então, vamos observar a natureza e ouvir mais, observar mais, e falar menos!

Encontrei agora uma matéria muito interessante na revista VOCÊ/SA sobre a fofoca, escrita por Gutemberg B. de Macêdo que é presidente da Gutemberg Consultores e consultor especializado em outplacement, coaching executivo e career counseling.
Ao meu ver, sábias palavras!
Segue alguns trechos.

“A fofoca é o mais desprezível dos vícios; pois, por não poder influenciar o espírito e o caráter dos sábios, rasteja como uma serpente venenosa e refugia-se na alma dos fracos, tolos e ociosos”

"A fofoca é um fator inerente à vida de qualquer sociedade, seja ela primitiva ou desenvolvida. No Brasil, travestida da preocupação com a verdade, a fofoca ganha especial notoriedade. Ela se manifesta através da esperteza de falsos "especialistas" que destilam inveja, ódio, despeito, ciúme, vingança e maldade. São críticos da vida alheia que não conseguem ver nada de positivo na beleza, no sucesso, no talento e na vitória, de outras pessoas, a não ser nos próprios atos. Além deles, há os ociosos, que por nada fazerem, se aprimoram na arte de criar notícias, informações, contra-informações, intrigas e ofensas imaginárias."

"Com a fofoca, pessoas inescrupulosas põem em cheque a reputação de homens ou mulheres e a imagem de organizações, públicas ou privadas. As fofocas contaminam os bons costumes, azedam as relações interpessoais, destroem a eficácia do trabalho de profissionais e o ambiente de trabalho de inúmeras empresas."

"Essas pessoas atacam indistintamente, amigos e inimigos mortais, ricos e pobres, poderosos e fracos, jovens e adultos. Como folhas secas, elas costumam flutuar na superfície. Afinal, os fofoqueiros não são pessoas que gostam de mergulhar nas profundidades à busca de pérolas, mas preferem as superfícies. Aqui, justifica-se a sábia análise de Platão, um dos pais da filosofia grega: “Os sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm de dizer algo". "

"As fofocas, dificilmente, têm propósito construtivo, educativo ou mesmo, corretivo. A razão é muito simples: os fofoqueiros ignoram o momento de encerrar a busca por novas informações; além disso, eles geralmente as modificam e enfeitam antes de transmiti-las, com o propósito de torná-las um salvo-conduto, apto a lhes assegurar vantagens e lucros pessoais, mesmo que não sejam duradouros."

"No mundo empresarial, como em qualquer outra instituição séria, o fofoqueiro, mesmo que desfrute da simpatia e dos aplausos daqueles que o cercam e bajulam, jamais será visto como pessoa confiável. Os elogios que recebe são geralmente hipócritas e destituídos de valor, porque frágeis demais para coibir o efeito negativo do veneno que destilam em suas histórias e fantasias. Quem teria, porventura, a coragem de confidenciar a um indivíduo bisbilhoteiro determinadas informações? Que garantia teria qualquer cidadão de que essas mesmas informações não circulariam pelo mundo afora? Que líder, em sã consciência, promoveria tal indivíduo, sabendo de antemão que ele não inspira confiança e que suas palavras não merecem credibilidade? "

"Barry Eigen, registrou essa particularidade ao escrever: "Confiança é a chave. É a crença na lealdade de outra pessoa. É a fé em sua capacidade de pensar e em seu julgamento, sabendo por antecipação que seu comportamento será sempre adequado, em qualquer circunstância. É ter certeza da integridade e da ética do outro, é sentir-se tranqüilo, quando a pessoa assume o comando. Significa ainda, poder contar com ela, tendo a certeza de que as situações difíceis serão tratadas de maneira correta, racional, pronta e eficiente. Enfim, confiar é ter segurança". "


ALGUNS CONSELHOS DE GUTEMBERG PARA LIDAR COM A FOFOCA:

· Fale diretamente, e não pelas costas, com as pessoas que você julga despreparadas. Aja com elas de maneira correta e justa.

· Não fale sobre seus problemas pessoais com aqueles indivíduos que, de antemão, você sabe, geram dúvida quanto à capacidade de ajudá-lo. É preferível chorar sozinho na privacidade de seu quarto a fazê-lo em público, nos ombros da pessoa errada.

· Quando tiver dúvidas em relação a uma pessoa e seus atos, que o afetem direta ou indiretamente, confronte-a corajosamente, mas em particular. Fazê-lo em público significa expor-se e multiplicar as dúvidas existentes.

· Embora seja uma tendência natural, muitas pessoas – sabemos - desejam expressar suas opiniões e versões publicamente. Quando se sentir tentado a fazê-lo, reflita e contenha o ímpeto de se expor desnecessariamente. Diz a sabedoria popular: “Em boca fechada, não entra mosquito.”

· Cuidado para não julgar precipitadamente as pessoas e os fatores que as motivam a agir de modo pouco convencional ou duvidoso. A mesma língua ferina, que critica e envenena as ações de outras pessoas, poderá voltar-se contra si mesmo e deixá-lo em apuros como crítico contumaz e insensato.

· Quando se perceber tentado a dar ouvidos a fofoqueiros, mesmo que por brincadeira ou curiosidade, reaja. Sua atitude não poderá jamais encorajar a prática da fofoca entre seus pares e colaboradores. Lembre-se que a maledicência só serve para corromper os bons costumes.

· Preocupe-se e ocupe-se com aquelas coisas que contribuem para o desenvolvimento do seu caráter, de sua carreira e de sua companhia. A fofoca, certamente, não tem esses atributos. “Mind your own business” (‘cuide do próprio negócio) – ensinavam os puritanos que fizeram a colonização norte-americana.

· Evite o descontrole emocional diante das pessoas com quem trabalha. As irritações do dia-a-dia não podem afetar as relações de trabalho. Elas podem conduzir a desdobramentos comprometedores à imagem de um líder perante sua equipe.

· E, por último, omitir, falsificar ou dar propriedade de seriedade a uma inverdade com a intenção de enganar é também uma forma vergonhosa de mentir. Ela pode até ser considerada “uma mentirinha branca, sem muitas conseqüências” e socialmente aceitável, mas mesmo assim continua sendo uma mentira. E essa qualquer que seja a sua forma, deve ser evitada, se ambicionamos um mundo melhor, mais justo e mais seguro.

É preciso que as pessoas se conscientizem de que o tempo é fator estratégico em suas vidas. Portanto, ocupá-lo com assuntos de menor importância significa perdê-lo. “Diga-me como trata o presente e lhe direi que filósofo você é... Se você ligar o presente, tudo estará ligado. Se você mantiver o presente livre, então haverá lugar para as outras liberdades. Se você esterilizar o presente, tudo o mais será estéril, vazio. Se você tornar o presente fecundo, tudo o mais será fecundo” (Charles Péguy).

NÓS E OS OUTROS - A POPULAR FOFOCA

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 07 de março de 2007, 13:16


Recebi um e-mail da minha amiga Elivane Medeiros esta semana com o seguinte texto:

"Você já percebeu quantas vezes somos vítimas dos comentários inconseqüentes dos outros?
Existem pessoas que só se dirigem a nós com frases maldosas e levianas.
"Soltam o verbo" de forma imprudente, quebrando o silêncio do nosso pequeno mundo com verdadeiros absurdos.
Dão até parecer sobre a nossa vida e os nossos problemas sem nem mesmo terem sido consultados para tal fim. Fazem verdadeiros balanços emocionais, materiais e intelectuais sobre como conduzimos nosso “destino” profetizando nuvens turbulentas de intensa carga negativa para o nosso futuro.
Quer saber de uma coisa?
Para esses absurdos, fique surdo!

Mude de assunto, peça licença sutilmente, dê meio sorriso e se encaminhe para outro espaço físico se puder.
Vá até uma janela, busque a luz, olhe para o céu e recarregue suas baterias.
Você estará ensinando a essas pessoas a se comportarem melhor da próxima vez.
Essa também é uma forma de educar essas criaturas que fazem mau uso das palavras.
Lembre-se: não deixe que nada lhe perturbe.
Não permita que estraguem o seu dia.
A felicidade é uma estrada reta e sem fim.
Esforce-se diariamente para permanecer nela com passadas firmes, autênticas e carregadas de um propósito: viver a sua vida de acordo com as suas idéias e ideais.

Viver é uma arte, alguém já falou isso. Que seja então a arte de transformar ruídos em música para a nossa alma.

Energias Positivas de Saúde, Paz e Amor!"


Há um ditado que diz "o mal é o que sai da boca do homem!"
Um outro diz que "peixe morre é pela boca!"
Pois bem minha querida Elivane, penso que a fofoca, assim como a inveja e tantos outros malefícios ainda estão impregnados em nós seres humanos, apesar do grau de evolução que conseguimos alcançar. São instintos e sentimentos muito primitivos mas que ainda são inerentes ao nosso comportamento, à nossa alma.
Cabe a nós todos travarmos uma luta diária contra isso abrindo cada vez mais espaço para a ética em nossos dias.
Além disso, precisamos atentar também para o fato de que essas coisas vem de todo lado.
Se estão ainda dentro de todos nós, podem partir também de pessoas queridas, dos nossos vizinhos e até de pessoas que frequentam nosso círculo de amigos.
Podem vir de qualquer um.
Pessoas que têm ou acham que têm a vida pequena e que procuram se completar observando, criticando, fazendo inferninho e tentando assim atingir a vida dos outros.
Pessoas que têm o prazer de distorcer os fatos para ver a fogueira pegar fogo.
Pessoas que têm o espírito pouco evoluido e sentem prazer com esse tipo de atitude.

Diante disso penso que a primeira atitude a se tomar é alertar e tentar ajudar a pessoa a enxergar e a se distanciar desse tipo de comportamento que não leva a nada. Mostrar a ela que o tempo trará malefícios para a sua própria vida pois mentira tem perna curta e a verdade sempre floresce. Pode demorar mas floresce.
Caso a pessoa resista e insista no erro, me afasto!
Saio de "fininho", à francesa, desapareço!
Sei que é algo impossível mas procuro estar sempre cercado por pessoas que têm boa energia e boas intenções.
É normal termos por perto aqueles lobos que se vestem com pele de cordeiro.
Mas a vida vai ensinando aos que gostam de aprender, e com o tempo vamos descobrindo mais facilmente esses tipos.
É a vida!
Estejamos atentos, de olhos abertos!
Para as fofocas, fico surdo!
Da mesma forma que não permito falarem mal de qualquer amigo meu.
Pelo menos na minha frente.
Me retiro!

Tolos são aqueles que fofocam, que geram intrigas, que distorcem as coisas, que não querem o bem dos outros.
Mais tolos ainda são aqueles que dão ouvidos a esses tipos!
É muita falta do que fazer e total perda de tempo!

Netinho.

FELICIDADE

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 16 de fevereiro de 2007, 04:39

Estou muito cansado, não tenho condições de blogar agora.
Porém, não poderia deixar de vir aqui para fazer este registro.


A felicidade que estou sentindo nesse momento não se deve ao DVD maravilhoso que conseguimos fazer, ao shows inesquecíveis que temos feito ou a esse Carnaval 2007 que foi mais que vitorioso.
Estou muito feliz é por constatar que pela primeira vez em minha carreira inteira eu tenho uma EQUIPE de verdade.
Já tive ótimas pessoas trabalhando comigo mas nunca uma equipe.
Pessoas que não estão aqui para mostrar que têm poder ou que podem mandar ou pisar nos outros.
Hoje tenho pessoas ao meu lado que pensam como eu sempre pensei.

Minha banda, bailarinos, equipe técnica, meu produtor Gegê, Rodolphinho, Zé Lima e todos os outros.
Além desse grupo, todos da Caco de Telha Produções.
É a vocês que eu dedico este Carnaval.

Se conseguirmos manter isso é só correr para o abraço pois o talento nós já temos!
MUITO OBRIGADO!!!!

Netinho.

CARNAVAL DA BAHIA 2007

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 16/18 de fevereiro de 2007, 01:32
Publico aqui junto ao texto outras fotos que não estavam no post original.

Que é que foi isso???
Que emoção estar de volta ao maior carnaval do Planeta!!!!
Minha gente, vocês não sabem como começou a minha noite de hoje no Bloco Trimix aqui em Salvador...
Adrenalina foi pouco!
Como combinado com a minha produção, saí do hotel no bairro do Rio Vermelho 18:20 em direção ao meu trio elétrico que já estava no Farol da Barra.
Saímos de Topic e quando chegamos no Largo da Mariquita imagine o terror: TUDO PARADO!
Nada andava, o trânsito louco, engarrafamento monstro.
Imagina a nossa angústia: os minutos passando, nossa produção que já se encontrava no trio elétrico nos ligando, e a gente com a mão na cabeça.
Ricardo, que integra a nossa equipe de segurança, conseguiu com a polícia militar três batedores com moto e foi aí que a coisa melhorou um pouco.
Melhorou mas não resolveu...
À passos de tartaruga, continuávamos sem uma luz no fim do túnel.
Nada do trânsito andar.
Estava tudo tão engarrafado que as motos não conseguiam abrir espaço para que a nossa topic passasse.
Rodolphinho me ligou dizendo que a banda teria que comecar a tocar sem mim pois já estávamos quase no horário estabelecido pela coordenação do carnaval para que o Trimix andasse.
Eu autorizei.
Foi nesse momento de pânico que Ricardo olhou prá mim e perguntou: Netinho, tem coragem de ir de moto?
E eu: NA HORA!
E assim fui, na garupa do tenente Campos, de moto até o meu trio elétrico.
Pense na aventura...
Adorei, hehehehe...
Minha gente, logo atrás de mim seguia Gegê na garupa de outra moto da polícia e Ricardo também em outra moto.
Sirenes ligadas, pisca alertas acesos, e lá fomos nós pela Vasco da Gama, Politeama, Campo Grande, Vitoria, Ladeira da Barra, Farol da Barra.
A galera que me via na rua não acreditava no que estava acontecendo...
Quando cheguei no trio a minha banda já estava tocando e o Trimix já havia passado do Farol da Barra.
Daí em diante foi só alegria...




Foram três dias da mais pura energia e música em Salvador.


Que venham os próximos carnavais!!!

TÔ FALANDO...

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 06 de fevereiro de 2007, 10:26

Quando falo que Steve Jobs e a Apple vão bagunçar o mercado nas próximas duas décadas...
Acabou hoje a batalha que se arrastou por anos e anos e que envolvia de um lado a Apple (fabricante de computadores, iPods, etc.) e do outro lado as famílias dos Beatles controladoras da Apple Corp. (empresa de edição musical e entretenimento).


A notícia:

"NOVA YORK (Reuters) - A fabricante de computadores e aparelhos de música digital Apple Inc. superou uma longa disputa de marcas com o selo dos Beatles, Apple Corps Ltd, em um acordo que pode finalmente pavimentar o caminho para que as canções da banda sejam vendidas na loja online iTunes.
Segundo as duas companhias, a Apple Inc. deterá agora todas as marcas registradas relacionadas com a "Apple" e irá autorizar o uso de algumas dessas marcas à Apple Corps Ltd.

"Amamos os Beatles, e foi doloroso o desentendimento com eles sobre as marcas", afirmou o presidente da Apple, Steve Jobs, em comunicado.

O gerente da Apple Corps Neil Aspinall disse que é ótimo superar a disputa e seguir em frente. "Os próximos anos serão tempos muito empolgantes para nós. Desejamos à Apple todo o sucesso e esperamos muitos anos de cooperação pacífica com eles."
A briga girava em torno de um acordo de 1991 entre as duas companhias sobre o uso dos logotipos em forma de maçã. A gravadora dizia que a companhia de tecnologia havia violado o acordo com sua entrada no mercado musical através de sua loja digital iTunes, líder de mercado.
Em maio de 2006, um juiz da Alta Corte de Londres deu razão à fabricante de computadores e eletrônicos.
A Apple Corps, de propriedade de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono --viúva de John Lennon-- e do espólio de George Harrison, anunciou que recorreria da decisão.
A norte-americana Apple, que vendeu bilhões de downloads pelo iTunes, havia argumentado que a loja digital era em princípio um serviço de transmissão de dados, o que era permitido pelo acordo.
O comunicado desta segunda-feira afirma que a disputa judicial entre as duas empresas chega agora ao fim, com cada parte cobrindo seus respectivos custos do processo.
Os Beatles estão fora de serviços musicais de Internet como o iTunes, mas durante o julgamento surgiram rumores de que a Apple Corps preparava o catálogo da banda para vendas online pela primeira vez.
Uma porta-voz da Apple Corps afirmou que o acordo anunciado nesta segunda-feira não muda os planos digitais do grupo, mas cresceu a especulação de que as músicas dos Beatles serão vendidas na Internet no futuro."

DO PORTO II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 31 de janeiro de 2007, 10:26


Maria, penso que é assim com todos nós.
Gostar de alguém é exatamente como gostar de uma pintura abstrata.
Quem se mostra em sua totalidade?
Quem se mostra exatamente como é?
Penso que ninguém.
Até porque ninguém se conhece completamente.
Eu mesmo me pego de vez em quando surpreso com novas atitudes que tomo; com novas reações que vêm à tona diante de novas experiências; de novos sentimentos que surgem e me dominam, etc.
As vezes gostamos de uma pintura abstrata por causa de uma cor muito viva que nos choca ou, ao contrário, por causa de um tom de cor ameno que acalenta e não agride.
As vezes compramos uma pintura abstrata por causa de um pequeno traço que nos intriga.
Outras vezes por não entender a própria pintura apesar de sermos atraídos por ela.
Mistério.
Somos um completo mistério até para nós mesmos.
Penso que somos maravilhosos por sermos assim.
Quero acordar todos os dias e encontrar um Ernesto diferente.
Como uma pintura abstrata que aparentemente não define para mim o que é exatamente mas que me faz todos os dias sentir uma sensação diferente.
Um sonho, né?
Já pensou o que tú és prá mim?
Como te vejo cada vez que te vejo?
Você com esse jeito lindo de ficar completamente travada quando está comigo; com esse medo de não sei o que que não te permite conversar pessoalmente comigo da mesma forma livre e completamente solta que me escreve?
Talvez Salvador Dali, percorrendo um caminho avêsso ao seu jeito de se expressar e pintar uma tela, conseguisse prá mim pintar a essência de Maria como ela é.
Porém, a essência dessa obra pintada só Dali deteria.
Até porque só ele a teria visto como imprimiria na obra.
Como cada um de nós tem uma compreensão diferente para uma mesma coisa.
Ainda assim, daria tudo para ver esse quadro.
Um beijão minha lindona!
Te amo.

DO PORTO

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 31 de janeiro de 2007, 02:59


Enviado por Maria João via e-mail agora há pouco, da cidade do Porto, em Portugal.

"Gostar de Netinho é como curtir muito uma pintura abstracta.
Cada um gosta por um motivo diferente, cada um vê nele coisas diferentes que causam essa atracção.
Cada um deduz a obra nos seus efeitos, mas a essência do autor, só o próprio quadro a detém!
love you

Maria João"

FREDDIE MERCURY II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 02 de janeiro de 2007, 04:57

BRITÂNICOS ELEGEM QUEEN O MELHOR GRUPO DE ROCK

Beatles perdeu por diferença de 400 votos.
Votação foi realizada pela rádio BBC com 20 mil ouvintes.

LONDRES - O grupo de rock Queen, que fez grande sucesso durante mais de 20 anos de 1970 a 1991, foi considerado "o melhor grupo britânico de todos os tempos", superando os lendários Beatles, em uma pesquisa realizada nesta segunda-feira (1º) pela rádio BBC com seus ouvintes.

Na pesquisa realizada com os cerca de 20.000 ouvintes consultados durante um programa de três horas, o Queen obteve 400 votos a mais que os Beatles. Os Rolling Stones ficaram com a terceira posição à frente de Oasis e Take That.

Formado em 1970 e composto pelo vocalista Freddie Mercury, pelo guitarrista Brian May, pelo baterista Roger Taylor e pelo baixista John Deacon, o grupo compôs dezenas de álbuns até o seu fim em 1991, após a morte de Freddie Mercury em conseqüência de uma doença acarretada pelo vírus da Aids.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

FREDDIE MERCURY

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 27 de dezembro de 2006, 04:21

Acabei de chegar da Caverna do Dragão onde iniciei a minha sétima tatuagem.
Um dragão chinês, nas costas, de 75cm.
Fizemos todo o contorno da tatuagem e teremos mais dois dias de trabalho para o sombreado e a cor.
Cheguei em casa, abri meu laptop e li no UOL a seguinte notícia:

"Depp interpretará Freddie Mercury

Filme que retratará a biografia do cantor da banda britânica Queen terá Robert de Niro como produtor

Ele gosta muito de tocar guitarra e sua admiração pelos Rolling Stones se estende a ponto de ter modelado o personagem do pirata Jack Sparrow nos maneirismos de Keith Richards.
Agora, Johnny Depp, o astro de "Piratas do Caribe", foi mesmo escalado para interpretar um astro do rock, em uma biografia cinematográfica do ex-líder do Queen, Freddie Mercury.
A Tribeca Productions, de Robert de Niro, aparentemente está envolvida no projeto, que Brian May, guitarrista do Queen, confirmou estar em desenvolvimento. "As discussões apenas começaram", diz ele em seu site. O guitarrista descreveu Depp como "fantástico". "Ele seria uma ótima solução para encarnar Freddie nas telas. Não posso acrescentar mais nada, por enquanto."
De Niro conhece May e Roger Taylor, o baterista do Queen, desde que se encontraram no Festival de Veneza, em 1996, e investiu em "We Will Rock You", o musical de sucesso produzido pela banda.
Quando o projeto estreou em Londres, em 2002, após seis anos de desenvolvimento, De Niro estava presente. "É uma aventura. Estive envolvido por muito tempo. Passamos por muitos estágios e finalmente chegamos ao atual", disse.
A produção de 7,5 milhões de libras, que ainda está em cartaz, se passa em um futuro no qual os instrumentos musicais foram proibidos e um grupo de rebeldes sai em busca de guitarras elétricas mitológicas.
Já a cinebiografia relataria a vida de Mercury, nascido em Zanzibar em 1946 e morto em conseqüência de complicações relacionadas à Aids em 1991, um dia depois de confirmar que era portador da doença.
O nome real de Mercury era Farrokh Bulsara, mas ele adotou o pseudônimo pelo qual se tornaria conhecido quando ainda menino, na escola em que estudava na Índia, país em que passou a infância. Sua família foi para a Inglaterra quando Mercury era adolescente.
Ele co-fundou o Queen em 1971.
David Bowie, que gravou "Under Pressure" com a banda, disse que o vocalista tinha total controle da audiência. "Dos músicos de rock mais teatrais, Freddie era o que ia mais longe. Escapava aos limites. E sempre admirei um homem que ousa usar calças colantes."


Não poderia deixar de colocar aqui esta nota.
Sou fã do Queen e de Freddie Mercury desde a minha adolescência quando ganhei de minha primeira namorada, Luciana Scher, o segundo disco do Queen, o "Queen II".
Foi paixão imediata.
A partir daí segui comprando tudo o que aparacia sobre o grupo e sobre Freddie.
Tenho tudo guardado, todos os discos em vinil, VHS's, CD's, LD's, DVD's, song book's, revistas, etc.
Assisti no Dominion Theatre em Londres em 2004 o musical "We Will Rock You" baseado nas canções do Queen.
Para os fãs do grupo, é imperdível!!!
Saí do teatro igual a um maluco comprando todos os souvenires do musical que vendiam lá.
O legado do Queen ainda me fascina com seus arranjos emocionantes e gravações em estúdio e pela incrível apresentação ao vivo na Inglaterra no estádio Wembley em 1986.
Ninguém no rock'n roll cantou com mais alma do que Freddie Mercury.
Esses caras foram sempre inovadores e não tiveram receio dos críticos.
Foram arrojados nas composições e nos arranjos.
Arrepiaram no tratamento e complexidade dos arranjos vocais.
Deram início à era do vídeo-clip com trabalhos mundialmente conhecidos como o clip de "Bohemian Rhapsody".
Inovaram como ninguém nos seus shows transformando-os em espetáculos quase teatrais.
Para mim o Queen acabou com a morte de Freddie Mercury, de AIDS, em 1991.
O último álbum de inéditas foi lançado em 1995, quatro anos após a sua morte, e foi ironicamente entitulado Made In Heaven.
Este álbum foi feito a partir das últimas sessões gravadas pelo cantor em 1991, além de material descartado de álbuns anteriores.
Gosto de todos os álbuns do Queen pois entendo todas as fases e influências vividas por eles.
Apesar disso, cito aqui como obrigatórios os álbuns "A Night At The Opera" pelo que eles conseguiram fazer sem o uso de sintetizadores e com a ainda pobre tecnologia de gravação da época (1975); e o álbum "Innuendo" (1991). Neste último podemos sentir a garra e força de Freddie Mercury já com a ciência de que era portador da AIDS.
É realmente emocionante, ele canta como nunca cantou em estúdio.
É incrível e inspirador!
A impressão que dá é que ele cantou sabendo que aquelas seriam as suas últimas gravações.
Deu tudo ali.

Um momento também que nunca esqueço foi quando da morte de Freddie Mercury, a imagem de Phill Collins quase chorando dizendo que aquela era uma perda irreparável para o mundo da música.
Concordo plenamente!
God Save The Queen!

CONVICÇÕES FLEXÍVEIS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 20 de dezembro de 2006, 14:53

Recebi esse e-mail hoje de minha amiga Elivane Medeiros.

"Papel em branco

Acordei e vi que ainda estava escuro... logo me lembrei que estava nas montanhas e isso me deu uma grande alegria... mas ao mesmo tempo me lembrei que no dia seguinte estaria de volta para casa e a esse pensamento seguiram outros me lembrando das coisas que faria no dia seguinte... e no outro... e na semana seguinte... E sem perceber fui enchendo meus dias de afazeres.
O sono foi passando e com ele o encantamento de estar ali naquele lugar... distante de tudo...

Logo uma voz muito conhecida, que sempre vem em meu auxilio nos momentos em que quase me perco de mim, me falou enquanto me mostrava uma folha de papel em branco.

- Você está pintando o futuro com as cores do passado...

Foi só o que eu precisava ouvir.
Na mesma hora vi como marcava no papel em branco cada coisa que programava e assim vi que fazia um desenho no papel baseado nas minhas experiências passadas... pintava o papel à medida que programava coisas que pensava ter que fazer.

Limpei tudo bem depressa deixando o papel branquinho de novo... e fui voltando ao presente para desfrutar do que estava vivendo no momento...
Lembrei que cada dia pode sempre trazer o inesperado se a gente não preenchê-lo até o fim com nossas expectativas e com as coisas que pensamos que tem que necessariamente acontecer a cada dia.

Vi claramente como estava usando o precioso “presente” para pintar o futuro com as cores do passado e do já vivido.

Nós ganhamos de presente uma folha de papel em branco junto com cada dia que chega e se não ficarmos atentos podemos pintar esse papel com tanta coisa que já passou... e nem deixamos que o presente traga todas as cores que o Grande Mistério pode nos revelar...
Cores nunca imaginadas podem chegar assim inesperadas e brilhantes, em um dia qualquer... e nos dar a certeza de que, muito além dos que podemos pensar... o Universo "sonha"...

Por Rúbia Dantès.


P.S: A felicidade que vc está cultivando hj, não tem preço. Que venha o desprendimento aos valores sociais para que possamos desfrutar do amor!
Vc está leve, isso me faz ver como o tempo cura tudo e tudo transforma.
Vc está com uma energia e uma luz tão intensa, que faz clarear os novos tempos.

Te amo. Sem causa. Amo pq vc é assim... Livre (se é que vc me entendi?!!)

Eli."


Eli,
creio que estamos pensando juntos, em sintonia.
Estive ontem boa parte do dia com Adriana Abreu, uma pessoa muito querida que eu amo, e conversamos muito sobre esse assunto.
Sobre a quantidade de experiências já vividas e sobre o peso disso na criação de expectativas para o que buscamos para agora e para o nosso futuro.
Muitas vezes nos prendemos à lembrança de coisas bacanas que já vivemos e por causa disso passamos a procurar no presente coisas exatamente iguais a essas já vividas tentando assim reviver esses momentos bacanas do passado.
Muitas vezes essas lembranças são tão fortes e esses momentos vividos foram tão intensos que acabam engessando a possibilidade de buscarmos coisas ímpares a essas mesmas lembranças e momentos.
O que eu dizia ontem é que devemos sempre estar abertos a tudo o que a vida e o mundo colocam na nossa frente.
Muitas vezes, por exemplo, por estarmos já habituados a vestir sempre roupas vermelhas nos recusamos até a provar o amarelo, o azul, ou o preto que poderiam até cair melhor no nosso corpo.
Eu dizia também que é perigoso formarmos convicções sobre o que queremos e até sobre o que somos se possuímos apenas poucas experiências.
Nesse caso precisamos lutar contra a nossa rejeição natural ao novo, ao inesperado, ao inusitado.
Vejo riqueza nisso aí.
Riqueza de vida que só nós mesmos, cada um, sabe valorizar.
Penso que precisamos viver.
Viver muito.
Acumular experiências próprias para cada vez mais estarmos certos do que estamos escolhendo para nós no nosso dia-a-dia.
Isso tudo porque a vida é uma só.
E passa voando...

Um beijo do tamanho do seu carinho.
Netinho.

PÉROLAS E OSTRAS FERIDAS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 13 de dezembro de 2006, 09:22

Olha que massa!
Enviado por Guga, de Barcelona, Espanha, via blog.

"Você sabia que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas?
As pérolas são uma ferida curada.
Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
Se você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo ou se já foi acusado de ter dito coisas que não disse, ou suas idéias já foram rejeitadas... então produza uma pérola, cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor."

Luis Gustavo(Guga) | ggfsousa@hotmail.com | Barcelona ,Espanha | Pra refletir! | 13/12/2006 06:04


Guga, eu não sabia disso.
Que interessante!!!
Há tempos não consigo mais guardar rancor de ninguém.
Nem daqueles que já me feriram um dia.
E hoje, quando tentam me ferir de alguma forma, eu retribuo com flores.
Por mais forte que seja a tentativa de me machucar, não conseguem fazer brotar em mim nenhum sentimento negativo.
Apenas desejo muita luz à pessoa e me afasto.
Muito obrigado por esse texto e informação.
Boa sorte prá você aí na Espanha.
Depois do carnaval de Salvador estarei por aí.
Grande abraço!

UMA BRISA ATLÂNTICA

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 06 de dezembro de 2006, 15:40

Enviado por Maria João, de Portugal, via e-mail.

"Não costumo ficar sem palavras...


É estranho dizer-te isto, porque em relação a ti acontece mt, mas n é o meu comum: costumo falar bastante e ter opinião sobre quase tudo, e expressá-las, sem problemas.? Sempre tive, e tenho, cada vez mais, uma enorme admiração por todas aquelas pessoas que nasceram ou desenvolveram capacidades diferentes das minhas. Não tenho jeito pra nenhum tipo de arte: nem pra cantar, mt menos pra dançar, e piora se formos falar em desenhar. Na escola eu até tocava alguma coisa em teclas e flauta, mas esqueci quase tudo com o tempo. Ao dançar sinto-me grande demais, desengonçada, totalmente dura; e em relação à voz, digamos que tenho uma óptima voz pra escrever cartas :D...??No teu DVD, que vi umas 9 vezes, está tudo aquilo que eu não seria capaz de fazer!
Acho que ali realmente eu só poderia ser plateia, ehehe.
E quase fui, quase...
Eu estava em provas e viajava pra Paris dias depois, e mesmo assim eu ainda pensei que não poderia perder.
Precisei apelar à racionalidade e ao auto-controlo pra ficar quieta.
Sofri de longe, a imaginar "o q estará a acontecer agora...", era um momento mt importante e eu perdi-o. Eu não queria estar longe de lá, e estando ou não no teu pensamento em algum momento daquele show, independentemente disso, eu estive ligada àquele lugar, de alguma forma, naquelas datas.??Amigas daí foram mt gentis, contaram tudo, mostraram vídeos... mas sabemos que não é a mesma coisa. Eu tinha expectativas diferentes de quem não assistiu a nada daquilo, e tou até agora sem palavras, porque teria coisas pra dizer sobre todas as músicas, sobre diferentes momentos em cada uma delas... do alternar de ombros da coreografia de "Garotas do Brasil" (que me lembra mt momentos passados aqui e que eu adoroooo), ao "me joga" engraçadíssimo de "Barracos", passando pelo momento de "Dilema" que quase considero uma música que te personaliza e que de tão sentida a forma como é cantada, deixou-me com a sensação de sentir o teu Roy Soleil de Salvador Dali da tua pele...
"de um cheiro nasceu esse encanto"
... eu nasci dotada de bom olfacto, deve ser por isso proporcional ao tamanho do nariz, eheheh!
A verdade é que sou mt movida a cheiros, e os marcantes ficam pra sempre na memória. "Dilema" retrata um bocado daquilo que eu acho que é a tua forma de amar...
E se fosse dizer tudo que eu acho das proezas feitas com as músicas com a participação de Ivete, esse e-mail n terminaria hoje.
Indescritível!!!
E por falar em Ivete... que conversa é aquela?
Ri-me muitooooo com ela e achei que ela te ganhou em 1000x0000 em safadice!
Proporcionalmente, estavas perante ela, como eu fico perante ti...ou não :p !
Os bailarinos parecem um só, absolutamente coordenados!
As coreografias estão lindas, engraçadíssimas, e pra mim, totalmente irreproduzíveis!
A minha inteligência físico-cinestésica é de dar pena!
Entendo que já muita gente te tenha parabenizado pelo resultado, pelo que tá à vista, e também por todo o processo que isto envolveu.
Acredito, cada vez mais, que em ti conheci uma pessoa em que megalomania é um conceito muito fraco, pequeno, destrutível e altamente substituível por outros: garra, determinação, perfeccionismo e alegria de viver. Essa alegria que te rodeou na concepção do projecto e que agora está a dar os seus frutos, essa mesma alegria, entra todos os dias em casa de uma nova pessoa, e de outra, e de outra...
Nascer com uma estrela deve ser isso mesmo!
Se há pessoas que sentem o conforto e a fuga pras suas tristezas em objectos de culto diversos como religião, por exemplo, outras há que terão a sua escapatória e o encontro com os seus sorrisos em muitos dos teus actos, trabalhos, gestos, carinhos.
Netinho, não são muitas as pessoas que conseguem um "self" tão poderoso a nível profissional e que ainda são poderosíssimas em suas capacidades enquanto indivíduos, com a sua vida de ser humano "normal"... seja lá o que fora essa tal de normalidade!
Conheci-te muito nova e tomei de ti muitos conhecimentos sobre o lidar com determinadas situações, que já me foram muito úteis. Calada, mas altamente observadora de tudo o que de interessante havia pra retirar de cada minuto de tempo passado ctg!
Toda a gente, toda, toda que me conhece minimamente sabe que o teu lugar em mim não está a concurso, que ele existe porque se operaram em mim facetas que eu nem sabia que tinha até te conhecer.
Os Parabéns que te dou não são por este trabalho porque eu sempre acreditei neste, e nos outros todos.
Os Parabéns que eu te dou devem-se à felicidade com que consegues estar na vida porque foste tu que a fizeste.
E se um artista não está nunca sozinho porque precisa dos seus fãs na caminhada, tb é o próprio artista que faz o seu fã, e se somos tantos, algum bom motivo devemos ter, né?
Quanto ao Ernesto...se tta gente ama, se tta gente admira...não será fruto do mesmo processo que alimenta um fã em relação ao seu ídolo?
O Homem é tb quem faz os seus amigos.
Eu sou muito feliz com os meus, tenho mta gente especial na minha vida, e n é só graças a Deus...é graças a mim!
Olha a pretensão, ahah!
Eu n ia escrever nada hoje sobre o assunto pq n me sinto minimamente inspirada (tou há mts dias com fortes dores de dentes que já incluíram programinha no dentista mas q ainda n passaram). Fica difícil saír alguma coisa com a profundidade do que eu queria mesmo dizer, mas pelo menos fica aqui o meu feedback de primeira (ou 9ª) impressão :p.
Sei que com o tempo vou ver mais detalhes e ter vontade de dizer mais coisas. André viu uma vez comigo o DVD todo, ficou todo encantado com as tecnologias, os efeitos e as piadas de Ivete. O meu pai viu mtas partes e gostou de tudo. Os vizinhos com certeza ouviram, mas n colhi opiniões, kkk. Está uma tempestade lá fora, um frio de rachar e nada poderia ter animado mais o meu dia, que seria naturalmente passado em casa porque 6ªfeira é o meu dia livre da faculdade.
Tirei o dia pra ficar na cama, e acabei por te abrir a porta de manhã cedo :).

Mt obrigadaaaaaaaaaaaaaaa, tudo muito bom, mt lindo, com mta cor, alegria e a sensação, mais uma vez e pra sempre de que eu não poderia ter escolhido (mesmo esse processo tendo sido inconsciente) melhor o meu ídolo, que representa tanto na minha vida, na minha história e nos meus sentimentos.
Amo-te muito...hoje, amanhã e depois!
1000 beijos"
Muria
Maria João

CARNATAL IV - TALVEZ A SOLUÇÃO HÍBRIDA OUT-DOOR E IN-DOOR

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 05 de dezembro de 2006, 04:19

Em todas as poucas horas que fiquei em Natal (foi pouco, queria mais!) estive bastante ocupado.
Dormi pouco para não perder nada.
Cheguei na madrugada de sábado para fazer os programas de TV e rádio pela manhã e descansei pouco para o trabalho.
Comandei o Bloco Eva na noite de sábado.
Não pude ver muito do Carnatal como um todo pois estive sempre ocupado.
No domingo quando fui para o camarote é que pude observar um pouco mais da festa.
Vi o movimento da avenida e os blocos desfilando.
Fiquei alguns anos fora do Carnatal e até quando participei sempre achei o percurso muito longo, e pior, sem trânsito fácil.
Há alguns anos o circuito todo atrasava, os blocos, foliões e artistas sofriam pois tinham que permanecer parados por horas esperando.
Já cheguei a fazer o percurso em quase oito horas, mais até do que o que se leva para fazer o percurso mais longo do Carnaval de Salvador.
E ainda tínhamos que dar duas voltas, era um sufoco!
Tudo mudou!
Foi previamente acertado um sistema de multas para todos os blocos e a fila se organizou de uma forma que não há como haver engarrafamento.
O sistema tem que ser democrático sem favorecimentos ou prerrogativas.
Temos que agir com toda a ética e respeito, artistas, blocos e promotores dos eventos.
Desta forma estamos respeitando aqueles que pagam pela folia, os foliões e os camaroteiros.
Hoje o percurso flui, não há atrasos, os blocos cumprem rigorosamente o horário de saída e todos brincam com mais conforto e organização.
Ainda damos duas voltas no camarote mas é algo que não se sente.
O Carnatal está de parabéns e serve de exemplo para outras micaretas pelo Brasil afora.
Desejo que o Carnatal continue sendo out-door permitindo assim a participação popular no evento.
É o que não está acontecendo na grande maioria dos carnavais in-door.
O povo está sendo deixado de fora da festa e isso é muito ruim para a música baiana e consequentemente (e com o tempo) prejudicial para esses próprios eventos.
É só pensar um pouco!
Nós artistas e produtores de eventos precisamos encontrar uma fórmula para fazermos esses carnavais sem deixar o povo excluído.
Acho que podemos aprender algo com o Carnatal que ao meu ver é um híbrido entre out-door (acontece 80% na rua levando os artistas, sua alegria e sua música de graça para o povão) e in-door (pelo gigantesco camarote que tem e que é quase uma arena).
Parabéns a todos da Destaque Promoções!

Netinho

O PERFUME DE SEIS BILHÕES

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 25 de novembro de 2006, 01:30


Estou meio triste hoje por algo que aconteceu e que ainda não consegui assimilar.
Estou triste mas muito feliz ao mesmo tempo.
Feliz porque da tristeza nasce sempre uma reflexão e da reflexão sempre surge uma nova visão e compreensão das coisas.
Comigo é sempre assim.
Estou numa fase de vida em que não cabe mais manter relações conflituosas nem no trabalho nem no universo pessoal.
Tenho enxergado as pessoas cada vez mais como pérolas que vou encontrando e guardando em um lugar muito especial. Tenho gostado muito de conhecer pessoas novas e seus universos diversos. Já disse aqui no blog que pessoas são a maior riqueza que podemos ter. E a diversidade de pensamento e comportamento é o que alicerça toda essa riqueza.
Há muitos anos li um livro que muito me intrigou e que me fez enxergar de uma forma bastante heterodoxa as possibilidades dos relacionamentos de amizade e amor. No livro "O Perfume" de Patrick Suskins, a narrativa se desenvolve em meio a inúmeras e belas metáforas centradas num sujeito chamado Grenouille que, em busca do "perfume perfeito", mata jovens moças virgens que lhe trazem um certo interesse e as envolve com cera para posteriormente sugar-lhes a essência e o perfume vital.
Faz isso com o significado de guardar aquelas pessoas para sempre em sua vida através dos seus perfumes.

Bom, o livro é bem mais denso que isso se você se entrega realmente à sua leitura e se pôe atento a todos os sinais metafóricos embutidos inteligentemente ali.

Desde a época que li o livro venho colecionando pessoas (perfumes).
Muitas delas eu não vejo há muito tempo, perdi o contato, mas o seu perfume (essência) continua vivo em minha memória.
Sempre busquei colecionar pessoas através das relações, das trocas.
Hoje em dia tenho feito isso inclusive nas minhas relações de trabalho.
Atualmente isso é uma tarefa bastante difícil.
É um verdadeiro garimpo.
Como no garimpo do ouro e das pedras preciosas, leva-se um bom tempo até que se encontre uma pepita que valha a pena.
Estamos todos cada vez mais individualistas e internamente solitários, é uma verdade.
Estamos sempre com medo de abrir nossas vidas e nossos corações para as pessoas.
Estamos todos mais falsos, mais oportunistas e aproveitadores, mais interesseiros, e muito mais.
Só é olhar à sua volta.
Em qualquer lugar.
É triste mas é a realidade.
Não sejamos hipócritas.
Apesar da ciência desse fato, sempre me jogo de coração aberto pois sei que posso transformar, senão o mundo lá fora, pelo menos o meu pequeno mundinho e os que nele circulam.
Procuro ser limpo, honesto, sincero, amigo, e busco o espelho lá dentro das pessoas onde possa enxergar a reciprocidade de toda essa intenção.
Sempre que encontro pessoas onde vejo não haver esta reciprocidade eu me rendo à situação e desisto.
Desisto depois de exaurir todas as tentativas de aproximação e bom convívio.
É muito triste e doloroso precisar sumir da vida de alguém ou ter que transformar uma relação que já existe ou que se iniciou de uma forma bacana.
É triste, doloroso, mas necessário pois o mundo e a vida moderna não nos dão muito tempo para nós mesmos.
E aí nos tornamos cada vez mais seletivos.
Pelo menos aqueles que querem aproveitar cada minuto dessa passagem aqui.
Isso as vezes tenta me desestimular a esse fadigoso e árduo trabalho do garimpo.
Isso as vezes tenta me derrubar, me extrair a alegria e o ânimo.
Mas não consegue.
Não consegue pois sempre me lembro que somos mais de 6 bilhões.
E isso me alivia.
Sempre tive uma atitude bastante cosmopolita em relação à minha vida.
Sempre soube que nosso tempo aqui é muito curto.
E sempre soube que a vida é como um banquete que vai sendo servido a todo instante à gente.
Sabores, aromas, "perfumes" das mais variadas matizes.
Saboreia, prova, experimenta quem quer.
Eu sempre fui tentado a experimentar de tudo o que não me agredia.
E o fiz.
E faço!
Com todo o meu caráter e dignidade.
Quero partir daqui sem arrependimentos.
Por causa disso é que eu não fico triste num momento como esse que estou vivendo hoje.
Apenas reflito.
Não é um ambiente de trabalho, a academia onde malho, o condomínio onde moro, a cidade onde vivo que vão me impor limites nesse ofício do garimpo.
O mundo está aí!
E somos mais de 6 bilhões.
Sempre penso:
Quantas pessoas existem por aí que eu não conheço?
Quantas terei oportunidade de conhecer?
O que estou fazendo para isso?
Não preciso me prender a quem já me provou que não vale a pena.
Não preciso perder meu tempo com quem não deseja se transformar, melhorar, crescer como ser humano.
É isso.
Estou assim hoje.
Tinha um jantar importante mas preferi ficar em casa.
Iria encontrar com amigos mais tarde mas desisti.
Desliguei meu celular.
Preferi ficar só e refletir.
E descansar para o show de amanhã em Sauípe.
Amanhã é um outro dia e o garimpo recomeça.
Por causa disso e desse dia que tive hoje, estarei ainda mais esperançoso.
E continuo dizendo:
NADA COMO VIVER!

Netinho

PURA VERDADE

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 24 de novembro de 2006, 11:10

Enviado por Maria João, via e-mail, ontem.

"A felicidade é um perfume
que não podemos espargir sobre os outros,
sem que caiam algumas gotas sobre nós mesmos"


Pois é Maria,
quanto mais fazemos o outro feliz,
mais somos felizes.
Verdade!
E tem gente que não acredita nisso.
E não pratica isso.
Obrigado, um beijo!

terça-feira, 5 de junho de 2007

O SONHO

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 22 de novembro de 2006, 02:26

Ana Lúcia me enviou via e-mail, de Lisboa, Portugal.

"...Eles não sabem,
nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança como bola colorida
entre as mãos de uma criança"

António Gedeão - Pedra Filosofal

AMOR EM FÓSFOROS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 10 de outubro de 2006, 00:22

Enviado ontem por Maria João, via e-mail, de Porto, Portugal.
Um ano depois de termos nos encontrado pessoalmente lá no Porto.



"Pode não parecer muito, nem parecer tanto, ou, às vezes, parecer que imenso tempo passou.
Contamos a nossa vida pelos anos que vivemos, e já "perdemos" mais um, Fisicamente!
Não duvido que apesar de tudo e da impossibilidade de um cara-a-cara,
muito mais seja o que nos une, do que aquilo que nos separa!
Acontece que passou um ano desde a última vez que me despedi de ti, ensonada,
e que voltei pra casa mais uma vez a mastigar o vazio da sensação de despedida.
E as nossas despedidas são as piores que eu vivo.
É como um amor em fósforo:
Desde que acende até que apaga muito rapidamente,
a ideia é aproveitar tudo e conseguir reter esses momentos na mente
porque serão eles que contarão a história que vem consolidar os sentimentos.
Quando o fósforo apaga, a gente despede-se,
e espera-se que uma nova oportunidade de se acender um outro momento exista.
O mundo deu pouco tempo pra te amar,
ou quem sabe o mundo tenha distribuído mt bem o tempo
pra que todos possam amar-te...
Às vezes acredito-me que o simples acaso das coisas me queira dizer
que tenho a oportunidade e a vontade de contar os dias que passamos longe,
porque o fogo de um fósforo é muito mais intenso do que o de uma vela...
Se os nossos momentos equivalessem ao acender de uma vela
e ao seu lento e monótono queimar,
talvez eu deixasse de contar os dias que nos separam...
mas quem sabe?
Nunca saberemos...
É muito bom contar pelos dedos os dias passados contigo, seguidos.
Assim, cada um deles pode estar mt perto.
É fechar os olhos e sentir...
Nunca me atrevi a contar os dias todos que já passamos juntos:
reduzir a número uma intensidade é enviesar e destruir o real valor de um resultado.
É muito engraçado e apaixonante tudo isto, vicia, motiva, faz alguém feliz...
O mau de ter passado mais um ano?
Tou sem sentir o perfume que tu usas,
sem verificar se engordaste/emagreceste,
tou sem alguém pra me dizer que tenho celulite ATÉ nos braços,
tou sem ninguém pra se rir por eu dizer "SEICHENTOS (600)",
tou sem ninguém pra brincar com o meu sotaque, ou ausência dele :)
...Isso é tão grave!!!
Cria um estilo de paranóia em que muita coisa faz lembrar de ti,
qualquer pretexto,
detalhe,
fica alguma coisa parecida com uma boa obsessão,
de seu nome SAUDADE!
E o que é que eu vou fazer com ela?
NADA...além de condensá-la,
pra que nossos próximos fósforos acesos ardam ainda mais fortemente
e quem sabe um dia por maior período de tempo...
ou não...
Ernesto,
é bem fácil ser tão difícil amar-te!
Um beijo"



Maria,
ou sim, ou sim, ou sim!!!
Lindas as tuas palavras.
Quem mandou nascermos em continentes diferentes?
Além dos raros encontros, nos restam o celular, as cartas, e-mails, livrinhos...
Se não pessoalmente, ainda prefiro sentir-te quando observamos ao mesmo tempo a lua...
Mesmo sabendo da coincidência tempos depois...
Ou quando tocarmos um dia, ao mesmo tempo, o Atlântico!
Muito obrigado por mais esse carinho.
Um beijo!


TE AMO MUITO!
Netinho

AS ALIANÇAS E OS PARAFUSOS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 06 de outubro de 2006, 13:49



Vou postar aqui no meu blog um texto que um amigo meu escreveu.
Achei interessante a visão dele sobre o assunto.
Como sempre, saio buscando outros caminhos e direções para tudo o que vejo e percebo e faço aqui o meu pequeno comentário sobre as suas palavras. Não sei a quem ele se refere nem sobre o tipo de relacionamento que ele teve mas gostei da questão do "parafuso" ter sido o símbolo daquele encontro vivido por ele no passado.
Parafuso prende, segura, amarra, e aparentemente dá a garantia de que o que foi "amarrado" nunca mais soltará.
Isso me fez lembrar das alianças que usamos como símbolo de um relacionamento de compromisso, noivado ou casamento.
Sempre achei isso uma bobagem. Isso e outras tantas coisas que acompanham o casamento mais ortodoxo.
Prá mim, não adianta alianças, assinaturas, cerimônias que acontecem sob o peso secular da igreja católica ou de outras instituições.
Tudo isso é putrescível se lá no fundo não está o amor e a verdade comandando tudo.
Se não há isso, nada garante qualquer perenidade ao encontro.
Coincidência enorme, estou escrevendo isso aqui e assistindo ao espírita e iluminado Divaldo Franco dar uma entrevista na TV Bahia dizendo que o amor é capaz de tudo.
Concordo plenamente com ele.
O amor é o verdadeiro "parafuso".
O Elo.
Sem ele, as amarras se soltam facilmente e tudo o mais se perde.
Conheço muita gente que depois de muito tempo de um namoro de "contos de fadas" ou de um namoro "entre tapas e beijos", casou e disse: "Pronto, já foi!".
Há mulheres e até homens que se relacionam tendo como objetivo único esse dia, essa data, essa cerimônia, como se ela por si só desse a garantia de uma união eterna com a outra pessoa. Na maioria das vezes, a partir daí é que surgem os problemas.
Não pensem que estou aqui fazendo alguma apologia ao abandono do casamento e da família.
Muito pelo contrário.
Família prá mim é algo por demais sagrado.
Só penso que devemos "sentir" a família.
Amar, cuidar, proteger e se sacrificar a todo instante pois a certidão de nascimento ou de casamento não garante o nascimento ou perpetuidade do que se sente.
São apenas "parafusos".

Vivi dois relacionamentos no passado sem alianças, sem contrato, sem assinaturas, sem parafusos.
Coincidentemente (?), esses dois amores moram hoje fora do Brasil.
Muito tempo depois, estas duas relações teimam em rondar meu pensamento, meu coração e até minha pele.
Me acompanham e me dizem a todo instante que um dia eu amei de verdade, e mais, que ainda amo.
Essas pessoas.

Não quero saber de parafusos, alianças, contratos de casamento.
Quero apenas amar e deixar que esse amor certifique meus relacionamentos.

E quanto ao final do texto desse meu grande amigo (parodiando-o e retificando-o sob a minha ótica!), eu digo que espero que essa nova era que se aproxima possa ensinar aos nossos filhos que um futuro melhor só se faz com boas ações no presente e que podemos fazer não “quase” tudo, mas sim "TUDO" o que tivermos vontade, e às vezes até sem "tanta RESPONSABILIDADE" mas refletindo sempre sobre as consequências das nossas atitudes.

Um beijão, meu amigo.
Netinho

Segue o texto:

"O PARAFUSO

No início desta semana encontrei um parafuso, exatamente, um “parafuso” pequeno que uma pessoa muito especial me deu de presente.
Vocês podem estar achando engraçado eu iniciar esse texto assim, mas a verdade é que ao encontrar aquele parafuso, me vieram lembranças maravilhosas de um passado recente em minha vida! Naquele momento não havia nada ao redor pra me dar de presente e nem imagino de onde tenha aparecido tal coisa, mas percebi imediatamente a intenção de quem me presenteou com o objeto. Aquilo significava um símbolo, um “link” pra que eu me recordasse imediatamente do quão especial era a nossa convivência naquele momento e ainda hoje penso assim.
Pois bem, conversei com essa pessoa sobre o tal parafuso, mas acho que ela nem lembra direito da situação porém, a sua vontade prevaleceu e o seu objetivo foi alcançado. No domingo passado, ao encontrar o parafuso, lembrei-me imediatamente daquele momento. De como aquele dia foi especial, de como pessoas passam por nossas vidas e deixam marcas profundas, deixam lições que em primeira instância são dolorosas e incompreenssíveis, mas que com o tempo se transformam em bonitas lembranças e fazem com que a gente crie laços eternos.
Sinto-me imensamente feliz por que Deus tem me permitido conviver com pessoas incríveis e essa felicidade se multiplica quando percebo que aprendi muito com elas.
A minha vida inteira hoje passa em flashes pela minha memória e ao fazer esse retrospecto, percebo que sou uma pessoa de muita sorte porque tenho recebido presentes muito mais consistentes do que coisas materiais, que são indubitávelmente perecíveis. É como um presente que ganhei do meu amigo Ernesto no dia do meu aniversário. Três mensagens muito bonitas que guardo até hoje no celular pra não esquecer da essência daquele ensinamento de um amigo mais experiente.
Fico pensando que se eu tivesse, em vez do parafuso, recebido um presente comum, como um perfume, ou um CD, talvez não acontecesse aquela mágica do domingo. O mundo parou, o tempo voltou há seis ou sete meses atrás e eu fiquei muito feliz por ter vivido coisas tão bonitas em minha vida. Isso só me dá argumentos pra defender esse meu “modus-vivendis” (nem sei se é assim que se escreve isso, hahaha!). Prefiro valorizar atitudes e pessoas do que o que elas possuem materialmente!
Engraçado que no momento em que estou escrevendo isso, tocou no rádio uma música que me faz lembrar muito daquela época do parafuso, será um sinal? Hehehehe!
Espero que essa nova era que se aproxima possa ensinar aos nossos filhos que um futuro melhor só se faz com boas ações no presente e que podemos fazer “quase” tudo o que tivermos vontade, mas com responsabilidade e refletindo sobre as consequências das nossas atitudes.
Vou terminar esse texto com alguns versos de uma canção do mestre Gilberto Gil, gravada por Daniela Mercury no álbum “Sou de Qualquer Lugar”:

“Quem quiser ser bom que seja
Que seja sempre cada vez melhor
Pra que todo mundo veja
A luz bailando alegre ao seu redor...”

Desejo um excelente fim de semana a todos!
And… “Feel the love Generation”."
Alvinho

ENCRUZILHADA III

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 02 de setembro de 2006, 16:02



O mais importante prá mim de toda essa discussão é poder olhar para trás, para tudo que vivi, que escolhi, e me orgulhar de cada passo dado. De cada escolha feita. Não gosto de dar espaço ao arrependimento nos meus dias. Erradas ou não, procuro me orgulhar de todas as decisões tomadas pois naqueles momentos elas foram efetivadas de acordo com o que eu pensava, com o que eu sentia. Os erros, vou aprendendo com todos eles.
Importante também é a reavaliação diária da minha vida.
Das minhas amizades, dos meus negócios, dos meus laços.
Do que estou sendo, de como estou agindo, do que pretendo.
Isso porque nesse exato momento, com a velocidade de tudo hoje à nossa volta, não vejo o mundo como o via horas atrás.
E certamente não o verei daqui a horas como o vejo nesse momento.
É o bonde que continua andando.
E cada vez mais rápido.

Netinho

ENCRUZILHADA II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 02 de setembro de 2006, 15:58



Não nos é dada a opção de escolha em muita coisa em nossa vida.
Não podemos escolher em que momento da história nasceremos.
Não podemos escolher em que país ou cidade nasceremos.
Não podemos escolher quem serão nossos pais, irmãos e parentes.
Não podemos escolher que tipo de criação vamos ter.
Não podemos escolher se seremos ricos ou pobres.
Também não podemos escolher nada que seja relacionado à nossa herança genética:
A cor da nossa pele, dos nossos olhos, o tipo de cabelo que teremos, se seremos bonitos, o grau de inteligência, a predisposição à doenças, etc.
Já nascemos pegando o bonde da nossa vida andando. E rápido.
A partir de quando escolhemos?
A partir de quando decidimos?

Como já disse aqui no blog em algumas respostas a mensagens que chegaram retornando ao post "ENCRUZILHADA", o texto de Pedro Bial é terreno fértil para muitas reflexões. É amplo, sugestivo e interessante. Vou pender para o lado que mais me toca.

Ceticismos à parte, observo a constatação de Woody Allen:
"A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso."
Vou pedir então ao meu companheiro Aurélio que descreva para nós a palavra "destino":
"Sucessão de fatos que podem ou não ocorrer, e que constituem a vida do homem, considerados como resultantes de causas independentes de sua vontade."
Eu também concordo com Woody Allen e com o que seu filme busca transmitir.
O destino tem pouco a ver com o que nós nos tornamos, mas tem a ver.
Do momento em que nascemos até o momento em que realmente podemos tomar decisões sobre a nossa própria vida, ficamos dependentes do destino, da sorte, do acaso.
E até mesmo depois desse período, quando começamos a tomar as rédeas da nossa caminhada, esses agentes continuam interferindo em nós.
Começa aí o xadrez da vida.

Observo também a frase dita no filme "Crimes e Pecados" pelo personagem interpretado por Woody Allen:
"Nós somos a soma das nossas decisões".
Lembro que estava no quarto de um hotel em São Paulo numa das minhas muitas viagens para acompanhar a edição de imagens do meu DVD, e vi um texto que abria os créditos de um filme que acabara de ser exibido num dos canais da TV a cabo. Imediatamente anotei aquelas palavras no meu celular e desde então as leio sempre para amigos e as cito em algumas das entrevistas que dou. Tem a ver com o que estou escrevendo aqui. O engraçado é que vi apenas o final do filme e não pude entender a sua relação com aquele pequeno texto. Era um filme de ficção com monstros, efeitos, etc.
O texto:

"O caráter de um homem não vem da sua origem, da sua criação.
Vem das suas escolhas.
Não do modo como começa as coisas,
mas sim do modo como as termina."

À primeira vista esse texto pode até soar contraditório diante das primeiras linhas que escrevi nesse post. Pode aparentar ir de encontro ao pensamento sobre o período da nossa vida em que ainda não temos o poder da escolha. O período em que somos "criados" por nossos pais ou responsáveis. Isso porque há o costume de se pensar que o nosso caráter, a nossa personalidade, o nosso "jeito" é definido ali nos primeiros anos da nossa vida quando recebemos toda uma carga de influência do ambiente familiar.
É claro que isso corrobora a formação do que nos tornamos.
Mas não é o que determina o que nos tornamos.
Não é o que define a formação de um caráter.
Entre irmãos que tiveram a mesma criação e conviveram com um mesmo ambiente familiar, pode existir um médico, um traficante, um político, um assassino, etc.

Durante toda a nossa existência somos bombardeados pelo ambiente à nossa volta.
E isso nos modifica.
Principalmente nos primeiros anos da nossa vida.
Só que, a partir do instante em que entra em cena o livre-arbítrio, tudo pode mudar.
A partir daí nós começamos a jogar, literalmente.
E sozinhos.

A partir daí começamos a avaliar, a decidir, a escolher, a definir.
E assim seguimos até o fim da nossa vida.
Jogando.
É o xadrez.
É o jogo das escolhas, das decisões, das estratégias, das encruzilhadas, da dúvida.
A maneira como mexemos as peças no tabuleiro do nosso dia a dia é que vai definindo o nosso caráter e aquilo que nos tornamos.
Essa maneira como mexemos as peças é baseada na análise e na interpretação que fazemos das nossas influências, dos fatos que vivemos, das pessoas e do mundo.
E o que constrói nossa capacidade de análise e assim define a nossa capacidade para jogar bem ou mal esse xadrez é um caldeirão de coisas que têm a ver com o destino, com as influências que recebemos durante toda a vida e com a maneira com que usamos o livre-arbítrio. Estão aí mergulhados nesse caldeirão as oportunidades, as dificuldades, o Q.I. (quociente de inteligência), a capacidade cognitiva, as tramas misteriosas do nosso subconsciente e muito mais.

A gente é mesmo o reflexo da maneira com que jogamos com o destino e com as nossas escolhas.
Assim, a gente é mesmo o que a gente escolhe ser.
E como o jogo só acaba quando vamos embora daqui, a gente vai sendo durante a vida o que escolhemos ser todos os dias.
Saibamos escolher então.

Netinho

ENCRUZILHADA

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 30 de agosto de 2006, 15:08

Gente, Fernanda Miranda, uma grande amiga, me enviou via e-mail esse texto de Pedro Bial.
Tenho muitas coisas a escrever aqui sobre esse texto mas estou sem tempo nesse momento.
Como queria muito colocá-lo no blog, escreverei depois a minha resenha sobre esse tema.
Escolhas, decisões, encruzilhadas, caminhos...
Muito massa para uma boa reflexão!
Segue o texto de Bial, depois eu resenho aqui.



A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz:
"Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa:
Namora-se um, outro, e mais outro,num excitante vaivém de romances até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do Casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
Viver sem laços e viver com laços...

Escolha: Beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas,
Mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta Eesolteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
Ouvir os outros,
Estagiar em várias tribos,
Prestar atenção ao que
Acontece em volta e não
Cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre, mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
Mas tenha responsabilidade e maturidade
Para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se:
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua...

MSN II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 25 de agosto de 2006, 23:38

Gente, recebi um comentário sobre o post anterior a este e resolvi publicá-lo e responder a ele nesse post.
Suzana colocou seu "point of view" e resolvi escrever mais sobre o tema "MSN".

"Para você existe uma grande destinção entre fã e amigo, não é verdade?
Tem artista que até casa com fã, que se apaixona e tudo mais.
Mas a gente entende que isso varia, alguns artirstas são mais fechados mesmo.
Beijos e sucesso.
Suzana Tello | suzanatellobarros@bol.com.br | BH | ok | 25/08/2006 12:12"


Suzana, realmente faço uma grande distinção entre fã e amigo.
Vou te explicar.
Antes, só prá você saber,
tenho fãs,
fãs que viraram amigos,
e amigos que viraram fãs.
NATURALMENTE.

Respondendo a você, não é uma questão de ser fechado ou não.
É uma questão de distorcer o real objetivo desse meu blog.
E já postei sobre isso aqui.
Se algum fã ou conhecido meu vai se tornar meu amigo, cabe ao Destino e ao Cara lá em cima decidir isso.
E não a mim ou a você.
Você não vira amigo de todos da sua sala de aula, escola ou rua apenas porque frequentam o mesmo local, não é mesmo? Você conhece as pessoas, mas daí a virar amigo é um outro processo.

Conheço muita gente mas tenho muito poucos "amigos".
Na verdade tenho é muitos conhecidos.
Mas bem poucos "amigos".
É que isso varia mesmo de pessoa para pessoa, não é verdade?
É conceito.

Essa questão é bem profunda e se faz necessário compreender que cada ser humano entende os sentimentos de uma forma diferente, pessoal. E age de acordo com esse entendimento particular. Isso nos torna diversos. E essa é a maior riqueza da raça humana: A diversidade!

Falando por mim, não costumo banalizar sentimentos como o amor ou a amizade, entre outros que considero muito sérios.
Tem gente que começa a namorar num dia e já diz que ama no dia seguinte.
Não sou assim.
Prá mim amor não é isso.
Outros conhecem uma pessoa hoje e já se dizem amigos no dia seguinte.
Também não costumo agir assim.
Prá mim amizade também não é isso.
Não se criam raízes de um dia para o outro.
Não se constroem alicerces da noite para o dia.
E sem raízes profundas e alicerces bem construídos, o amor e a amizade se tornam frágeis.
Assim como outros sentimentos.

Não vou cair na hipocrisia de dar meu MSN no meu blog e ficar enrolando ou me escondendo das pessoas. Acima de tudo, tenho o maior respeito por todos que passam por aqui e prefiro ser sincero como fui no post sobre o MSN.

O que quero te dizer mesmo é que o fã é muito mais que um amigo prá mim. Pessoas que escrevem coisas tão lindas prá mim sem ao menos me conhecer direito ou conviver comigo como fazem os meus "amigos", são muito valiosas prá mim, saiba disso.
Mais valiosas até do que muitos desses meus "amigos".
Mesmo estando longe fisicamente de mim!

E mais, e o mais importante: Ter o MSN de alguém, o endereço ou o telefone, não te garante necessariamente a amizade, o carinho ou o respeito desse alguém.
Eu mesmo, trocaria tudo isso por um olhar, uma palavra, ou um gesto sincero.
Pense nisso!
Um beijo, lindona.

MSN

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 25 de agosto de 2006, 08:44

Gente, tenho recebido aqui no blog vários pedidos para que eu dê o meu endereço eletrônico do MSN.
Olha, tenho realmente um MSN que eu uso para teclar com amigos, com pessoas da minha família, com minha filha Bruna que adora teclar, com artistas e pessoas da mídia, etc.
Tenho poucas pessoas cadastradas nesse MSN e ainda assim não tenho como dar a devida atenção a elas. Imagina se eu for aumentar essa lista? Não tenho como. Só prá vocês terem ciência, não consigo entrar no MSN há semanas por causa do tempo que está curto.
Vamos nos comunicar aqui mesmo pelo blog, OK? Estou adorando.
Bjão e bom dia a todos!

SINCERIDADE E FLORES II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 10 de agosto de 2006, 03:18

Gente, continuando o assunto, também não tenho como não publicar aqui esta mensagem transatlântica que recebi agora. Coisa linda!
Maria, estou sendo repetitivo, mas não posso deixar de dizer que te amo muito. Beijo, menina!

A MENSAGEM:
Ora pois pois :p Entendi tudo... Ser muito, muito fã foi das melhores coisas que aconteceu na minha vida, isso move muita energia em mim, até hoje. Quando o artista saía do palco deixava um sentimento comigo, e eu nunca fui atrás do artista, mas corri atrás desse sentir! Há precisamente 5 anos atrás, a esta hora, estávamos juntos numa mesa, e eu fecho os olhos e consigo lembrar-me e recriar os meus pensamentos: "Quem é esta pessoa?" "Pq me tremem as pernas?" "Onde é que eu seguro as minhas lágrimas?" "Pq é que essas lágrimas teimam em querer soltar-se?" "Pq ele, pq ele, pq ele?"...És um amor perene na minha vida, e defeitos ou atitudes menos correctas, todos temos! todos temos um lado lunar, eclipsado mtas x...Óptimo, é sinal de que as coisas boas se sobrepuseram àquilo que em nós n é tão bom!O que seria um Netinho sem defeitos? Até eu te vejo alguns, só n disse, ehehe! Serias, sem eles, menos humano, e um tanto artificial. Ninguém gosta mais disso! Queremos PESSOAS. Love you 3
Maria João | pipoca2000_vip@hotmail.com | Porto,PT | <3 | 10/08/2006 21:23

SINCERIDADE E FLORES II

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 10 de agosto de 2006, 03:18

Gente, continuando o assunto, também não tenho como não publicar aqui esta mensagem transatlântica que recebi agora. Coisa linda!
Maria, estou sendo repetitivo, mas não posso deixar de dizer que te amo muito. Beijo, menina!

A MENSAGEM:
Ora pois pois :p Entendi tudo... Ser muito, muito fã foi das melhores coisas que aconteceu na minha vida, isso move muita energia em mim, até hoje. Quando o artista saía do palco deixava um sentimento comigo, e eu nunca fui atrás do artista, mas corri atrás desse sentir! Há precisamente 5 anos atrás, a esta hora, estávamos juntos numa mesa, e eu fecho os olhos e consigo lembrar-me e recriar os meus pensamentos: "Quem é esta pessoa?" "Pq me tremem as pernas?" "Onde é que eu seguro as minhas lágrimas?" "Pq é que essas lágrimas teimam em querer soltar-se?" "Pq ele, pq ele, pq ele?"...És um amor perene na minha vida, e defeitos ou atitudes menos correctas, todos temos! todos temos um lado lunar, eclipsado mtas x...Óptimo, é sinal de que as coisas boas se sobrepuseram àquilo que em nós n é tão bom!O que seria um Netinho sem defeitos? Até eu te vejo alguns, só n disse, ehehe! Serias, sem eles, menos humano, e um tanto artificial. Ninguém gosta mais disso! Queremos PESSOAS. Love you 3
Maria João | pipoca2000_vip@hotmail.com | Porto,PT | <3 | 10/08/2006 21:23

SINCERIDADE E FLORES

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 10 de agosto de 2006, 18:20



Recebi esta mensagem e resolvi postá-la aqui junto com minha resposta pois achei bastante interessante.
A você Luanara, muito obrigado pela sinceridade, é assim que a gente cresce. Bjo.

A MENSAGEM:
Amigo!!! quero te falar um coisa,vc anda muito legal com suas fãs,respondendo e-mails,fazendo amizades com todas,enfim dando a atençao que todas merecem...será que foi pq vc passou esses tempos parados na música,e só agora viu o quanto uma fã é importante???? na verdade é que vc andava muito ESTRELA nao acha???? uma vez nem quiz tirar uma foto comigo!!! de qualquer forma continuo sempre sua fã...desculpa se eu fui um pouco sincera...
Luanara mel | luanara@bol.com.br | recife/pe | Parece mentiraaaaaa !!!! | 10/08/2006 15:15

MINHA RESPOSTA:
Luanara, as opiniões sinceras e construtivas são muito importantes mesmo.
Pode enviá-las e terei o maior prazer em respondê-las.
Realmente nos últimos anos em que atuei como artista, antes da minha parada, vivi um período estressante e complicado na minha vida pessoal e isso se refletiu em muito na minha vida profissional. Já não queria viajar para fazer shows, não queria gravar discos, não queria ir à TV, e andava muito triste por causa de problemas pessoais. Chegava nos aeroportos e hotéis e não queria ver ninguém, não queria tirar fotos, não queria dar autógrafos, agi assim mesmo e não nego. Foi algo tão forte que não tive controle. O peso de ter vivido APENAS para o meu trabalho durante dezoito anos, em detrimento de família, amigos e amores, caiu sobre mim de uma vez só.
Por causa disso resolvi parar com TODAS as minhas atividades profissionais e repensar minha vida como um todo.
Penso que na vida de um homem, de todos nós, precisamos desse tempo, de tempos em tempos.
E comigo não foi diferente.
Vinha acumulando problemas pessoais até o ponto em que não aguentei mais.
Não sei como estaria hoje se não tivesse me dado esse tempo.
Foi um ato corajoso e perigoso.
Abandonei tudo num momento muito bacana da minha carreira. Arrisquei.
Te digo aqui, muito sinceramente, que não sei como estaria hoje se não tivesse feito isso.
Não sei nem se estaria vivo.
Foi a melhor coisa que fiz na minha vida nos últimos anos.
Você não imagina como estou completo, feliz e realizado nesse momento.
Não estou querendo através do meu blog passar uma imagem de "bonzinho" ou "santo".
Muito pelo contrário.
Como já escrevi em um dos posts, eu também tenho o meu lado "mau", como todo mundo.
Esse espaço que eu criei aqui é para a alegria apenas, para matar a saudade de pessoas que há muito eu não via, e para estabelecer novos contatos com aqueles que curtem o Netinho ou o Ernesto. Não sei até quando conseguirei responder a todas as mensagens. Estou fazendo o meu melhor. Sei que quando o DVD for lançado será uma correria ainda maior prá mim. Meu tempo ficará mais escasso ainda, mas estarei aqui de alguma forma.
Te digo outra vez que estou muito feliz nesse momento da minha vida. Muito mesmo.
E desejo isso a todas as pessoas.
Aos que gostam e aos que não gostam de mim. Porque não?
Você sabe que tem aqueles do contra né? Deixa lá... Felicidade prá eles! É o que desejo!
Estou feliz com minha família, com minha filha, com meus amigos, e com o meu trabalho.
E essa felicidade está refletindo em tudo que eu tenho feito.
Como sempre, sou bastante franco e sincero e aqueles que me conhecem mais a fundo sabem que prefiro a franqueza à dissimulação. Isso não quer dizer que estarei assim para o resto da minha vida. Sou artista, mas antes disso sou um ser humano como qualquer outro. E não abdico do meu direito de sê-lo, independente da minha profissão.
Quanto aos fãs, sempre soube da sua exata importância na vida de um artista. E sempre procurei retribuir à altura. Não foi à tôa que dediquei vários dos meus discos a estas pessoas. Inclusive este novo filho, o CD/DVD "Netinho Por Inteiro".
Cabe aqui revelar a dedicatória que está impressa nos encartes desse novo trabalho:

"Este DVD é o registro de dezoito anos de uma vida dedicada à musica e à alegria. Dessa vida fazem parte as canções, as viagens, os carnavais, os shows e as pessoas. Sem estas eu não poderia ter construído o que construí e jamais poderia ser o que sou hoje. É a elas que dedico este trabalho. A todos aqueles que cantaram, sorriram, choraram ou se emocionaram comigo em algum ponto dessa linda estrada."


Para mim, o que importa é isso, esse amor, esse carinho.
O dia a dia... É, o dia a dia...
Poderei estar alegre num dia, triste num outro; sorridente num dia, enfezado num outro; comunicativo num dia ou introspectivo num outro...
Como qualquer um...
Mas o meu melhor eu farei dentro do meu possível.
Sempre!
Um beijo e flores prá você, menina. Obrigado!

Netinho

segunda-feira, 4 de junho de 2007

DECANOS NO FORTAL

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 01 de agosto de 2006, 15:17

No dia do seu aniversário, o grande amigo canceriano Ricardo Cavalcanti presenteou os seus amigos com um e-mail muito interessante.
Foi um gesto muito bonito da parte dele nos ter dado um presente no dia do seu próprio aniversário.
Ricardo Cavalcanti tem seu nome escrito na história da música baiana e brasileira.
Foi um dos responsáveis pelo boom do axé music que teve início na década de 1980. É um produtor de mão cheia e sabe tudo sobre a música da Bahia. Ricardo trabalhou comigo na produção de todos os discos da Banda Beijo, quando eu lá cantava, e no meu primeiro CD solo juntamente com Guto Graça Mello.
Lembrei muito dele quando estive no Fortal na semana passada fazendo show na Arena Vip (um grande palco montado dentro da Cidade do Fortal).
Lembrei dele através da música baiana que animava todo o evento.
E também lembrei dele pelo conteúdo do e-mail que ele me enviou no dia do seu aniversário.
Eu tenho quase 20 anos de carreira dentro do mundo da música e já passei por muitos momentos inesquecíveis dentro desse universo. Foram muitas viagens, muitos shows em palco, shows em trios elétricos, apresentações em TV's, etc. Porém, nem todos esses momentos foram bons.
Música prá mim é algo de sublime e sagrado.
É como a vejo, é como a sinto.
E sempre procurei tratar a música com respeito e honestidade em toda a minha carreira.
Já errei muito e procurei e procuro aprender com esses erros.
Não sou santo. Como todos, também tenho o meu lado "mau".
Sempre busquei qualidade para o meu trabalho respeitando assim a minha arte, o meu público, os meus fãs. Acredito que, somente com qualidade, conseguimos tornar perene a música que fazemos. Dessa forma contribuímos com a cultura e com a educação.
É sobre qualidade, educação e respeito que falo aqui.
Sei que errar é humano e temos o direito de errar durante toda a nossa vida. É do homem.
Todavia, mais humano ainda é aprender com esses erros. É não reincidir nesses erros.
Quando subimos num palco ou num trio elétrico; quando nos apresentamos numa TV ou falamos numa rádio, devemos saber que o que nos levou até os holofotes, em primeira instância, foi a MÚSICA, a nossa arte. Depois disso, o PÚBLICO, essas pessoas que nos acompanham e que fazem o nosso sucesso. Se conseguimos um dia ultrapassar as fronteiras das garagens, dos pequenos estúdios de ensaio, do anonimato e dos nossos sonhos, devemos ser gratos eternamente a esses dois motores.
Incrédulo, pude observar no Fortal que a arte e o público estiveram por alguns momentos visivelmente desrespeitados como se fazia no passado nas micaretas e carnavais pelo Brasil.
Não estou falando dos organizadores e promotores do evento, e sim de alguns artistas que lá se apresentaram. Deixo claro também que respeito e sou fã dos artistas aos quais me refiro neste post mas, depois de tudo que já fiz dentro da música baiana, não posso ficar omisso diante do que vi.
Atitudes retrógradas e equivocadas continuam sendo tomadas por pessoas que estão há décadas nessa estrada. E o mais grave: Gente nova, praticamente iniciante nesse caminho, está sendo influenciada a tomar essas mesmas ultrapassadas atitudes.
É de dar dó.
Sonoro, como a música: É de dar dó.
E os promotores do evento, impotentes, ficam de mãos atadas nas mãos dos artistas.
Não há mais espaço para esse tipo de coisa.
Coisas assim não precisam mais acontecer.
Não há necessidade.
Vi blocos começando a atuar horas depois do horário marcado num desrespeito total aos foliões que pagaram pela organização.
Vi artistas brigando publicamente por um lugar melhor na fila dos blocos desrespeitando por completo a "logística" e os promotores do evento.
Vi trios elétricos "matracando" os que vinham atrás ficando horas dentro dos camarotes por pura picuinha e rabugice.
Que conquista é essa?
Que prazer é esse?
Os tempos agora são outros.
É hora de reconstruir o que deixamos lá na década de 1990 quando a nossa música dominava durante todo o ano as rádios desse país.
É hora de reconquistar o prestígio que os carnavais baianos perderam quando se perderam, e hoje se apertam em espaços distantes da vontade dos moradores das grandes avenidas. In'Door!
É hora de agradecermos aos promotores e parceiros de eventos como o Fortal que nos acolhem com a vontade de que tudo volte a ser como antes.
Chega a ser hilariante a cena: Decanos se comportando como adolescentes em festivais colegiais de música. Um querendo passar por cima do outro a qualquer custo. E olhe que nem os festivais colegiais funcionam mais dessa maneira.
É de dar dó. E dá música! Fúnebre!
Talvez Carlinhos Brown seja o artista mais polêmico dessa geração baiana. Tem seus muitos e comentados momentos de loucura mas tem também seus momentos de pura lucidez. No carnaval desse ano, no Circuito Barra/Ondina, Brown fez um pequeno e exaltado discurso se referindo ao desmando e desordem no desfile dos blocos.
As vias são espaço público. Democrático.
Assim como o é o espaço, o céu, e também o mar.
É de todos nós.
Um canal aberto de TV atua numa concessão pública dada pelo governo para aquela finalidade. E por ser assim, devemos vigiá-lo, acompanhá-lo, mantê-lo dentro dos padrões queridos por nós mesmos. Idem para uma rádio que navega através do espaço. Não sei se estou correto, mas é assim que entendo. Me corrijam!
Quando há um carnaval, a prefeitura dá uma "concessão" para que aquele evento aconteça num determinado local, numa determinada via. E o faz em nome do povo que através do seu voto a elegeu. Sendo assim, aquele espaço e aquela via continuam sendo do povo.
E Brown está correto. O carnaval não tem dono. A avenida não tem dono. Assim como não tem reis ou rainhas. Os reis e rainhas do carnaval são o povo. Os que pagam e principalmente os que não podem pagar. Nós artistas, somos servos dessas pessoas. Estamos ali pedindo licença para usar aquele espaço e ganhar com aquilo. Nada mais justo do que pagarmos então com respeito, ética e organização. Não bastam os camarotes que já ocuparam no Carnaval de Salvador boa parte do espaço que antes pertencia aos foliões?
Concordo com Brown.
Precisamos pensar como nunca se pensou na música baiana: COLETIVAMENTE!
E olhe que chegamos até a ser confundidos com um "movimento" quando tudo começou.
Que movimento, que nada!
Aqui sempre foi cada um por si e Deus por todos!
O bacana é que podemos mudar isso, reverter esse quadro.
Temos a música mais original e criativa do Brasil. Quiçá do mundo. Pois vamos cuidar disso e recolocá-la onde merece estar.
Fiquei algum tempo afastado de tudo mas agora estou de volta e continuarei com minha luta de sempre pela qualidade e pela ética.
Mesmo que um, dois ou três não queiram isso.
É o que tenho a dizer aos que estão chegando agora. Deixem os do contra no seu pequeno mundo. Se alguém ainda quer insistir e persistir com esse tipo de atitude anti-ética e retrógrada, que o faça sozinho. Deixa lá. Pensem no respeito que seu público merece, pensem na responsabilidade de fazer música, pensem na história que vocês estão escrevendo para o futuro.
E viva o Fortal!
Netinho.


Agora o e-mail de Ricardo Cavalcanti, enviado aos seus amigos no dia do seu aniversário. Na íntegra:

"Quando eu digo que a gente não passa de uma poeirazinha no Universo...
Não sei prá que tanta prepotência e tantas diferenças.
Aproveitem bem a vida, desarmem os espíritos antes que o faxineiro-mor apareça para varrer o chão de estrêlas.

Beijo a todos,
do amigo
Ricardo (Rico)"





BLINDADOS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 18 de julho de 2006, 02:51



Não tenho como não ficar pensando nessas notícias vindas de São Paulo.
Aliás, desde o acontecido no mês passado, em que aquela cidade ficou paralisada pelo medo, que essa questão não tem saído da minha cabeça.
Quando penso nisso lembro logo da minha filha, Bruna.
E em todos os filhos.
Os que estão chegando agora.
E no mundo que eles estão recebendo.
Aí lembro com saudade da minha infância, de toda a liberdade que eu tinha quando saía para brincar na rua com meus amigos.
Lembro que íamos ver o trem passar; lembro das brincadeiras nos quintais das nossas casas; lembro o quanto éramos felizes.
Nossas casas tinham muros baixos e o portão ficava sempre aberto. Era o paraíso.
Hoje em dia, até mesmo nas cidades do interior, as crianças crescem dentro de condomínios fechados, sem contato com o verde, com a liberdade, sem contato com a vida.
As brincadeiras e amizades de rua foram substituídas pelos videogames e pela internet.
As crianças de hoje crescem mais individualistas e projetam assim o que teremos e seremos no futuro.
No filme "O Quinto Elemento", o personagem de Bruce Willis vive num mini apartamento blindado, cheio de alarmes e travas de segurança, câmeras de vídeo, etc.
É o nosso futuro.
O carro blindado de hoje que usamos nas ruas é o espelho de como viveremos no futuro em qualquer lugar e durante 24 horas por dia.
Viveremos em pequenas casas blindadas, isolados de tudo. Se é que poderemos chamar isso de vida. Estaremos num imenso apartheid.
O que acontece hoje em São Paulo e que já vem acontecendo em boa parte do mundo, é o prenúncio da futura total falta de controle na convivência do homem com ele mesmo. Cada vez mais a maioria de nós não tem quase nada e muito poucos tem tudo. E isso não será mais tolerado pacificamente por muito tempo. Se não acontecer mudanças e reformas políticas, sociais, e principalmente econômicas e mundiais, chegaremos ao caos. Penso em soluções "macro" pois não vejo essa questão sendo resolvida individualmente. A correria da vida nos faz ter urgência em resolver outras questões: a busca por um bom emprego, a saúde e a escola dos filhos, as contas do final do mês, a violência, a insegurança, etc. Toda essa loucura não nos permite enxergar e focar num raciocínio o que estamos fazendo com nós mesmos. E o tempo vai passando.
Vejo que no dia a dia nós constantemente esquecemos o que somos, e quando lembramos, não sabemos se podemos sê-lo. Humanos com corpo e "alma". Estamos, sem nos dar conta disso, nos tornando desalmados e desumanizados. Numa estrada, não paramos mais para dar socorro ou assistência a alguém pelo medo de sermos assaltados. Num sinal fechado, não abrimos mais o vidro do carro para uma criança ou um mendigo, por medo da violência. E achamos isso normal.
E lá prá trás já ficou a solidariedade... E muito mais que isso...
Estou agora num airbus da TAM e acabei de ler na revista de bordo, no Almanaque Brasil de Cultura Popular, um texto que reproduzo aqui em parte pois tem a ver com o que estou pensando e escrevendo:

"No ar, mais perto de Deus.
Vamos revelar uma identidade secreta: durante muitos anos, o ornitólogo paulistano Johann Dalgas Frisch foi um dos misteriosos passageiros-fantasma da TAM. Em sinceros relatórios, fazia críticas duras quando preciso, mas não deixava de elogiar o que lhe agradava. Guarda cuidadosamente as correspondências trocadas com o amigo Rolim, como um fax de janeiro de 1994: O embarque no avião da TAM revive uma cerimônia que somente reis e chefes de Estado têm: tapete vermelho com recepção de toda a tripulação do avião com sorrisos e amabilidades que não existem mais em outras companhias de aviação no mundo. A atitude dos comandantes em convidar as crianças de duas em duas a visitarem a cabine de comando humanizou o vôo. Um dos meus netos, quando o avião decolava e entrava nas nuvens exclamou: "O avião está entrando no céu... Vou ver Deus... Ele está escondido aí." E Rolim respondeu: Recebi seu simpático fax. Suas observações, como sempre, me fazem um bem danado. O comentário do seu neto me sensibilizou ao extremo. Quem sabe nós, pilotos, gostamos tanto de voar para ficar mais próximos de Deus..."

É isso. Precisamos humanizar outra vez as nossas vidas, as nossas atitudes, o mundo.
Precisamos aprender a estender tapetes vermelhos.
Precisamos incorporar sorrisos e amabilidades em tudo que fazemos.
Temos urgência em transformar isso em hábito, em gestos naturais.
Não sei, mas talvez estas atitudes possam ser o início de uma solução criada por nós mesmos, individualmente.
Com esta pequena iniciativa as grandes soluções com certeza irão surgir.
E aí não teremos mais que conviver com notícias como as que temos recebido de São Paulo.
E sem dúvida alguma, como os pilotos de aeronaves, estaremos mais próximos de Deus.

Netinho

PONTES

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 12 de julho de 2006, 02:24



As pontes nascem da necessidade de ligar estradas, de ultrapassar um obstáculo que aparece no meio de um caminho, da vontade do homem de ultrapassar uma barreira e de chegar a algum lugar.
Essas são as pontes materiais.
As pontes ligam estradas.
As pontes ligam cidades.
As pontes ligam os homens.
Feitas para durar, essas pontes são feitas de materiais resistentes como pedra, concreto, ferro, aço, fibras de carbono, etc...
Mesmo assim, algumas dessas pontes não resistem ao tempo e se entregam...
Mais do que essas pontes erguidas para se chegar a algum lugar, o ser humano precisa de pontes para alcançar os outros seres humanos.
São as pontes emocionais.
A amizade é uma ponte.
O casamento é uma ponte.
Uma sociedade é uma ponte.
Essas pontes, porém, passamos a vida inteira construindo.
É um trabalho diário, difícil e cansativo pois elas nunca estão prontas na verdade.
Elas precisam ser feitas também de material resistente, assim como as pontes materiais.
Sinceridade, fidelidade, amizade, cuidado, atenção, respeito e amor são alguns desses nobres materiais.
Mesmo assim, como as pontes materiais, algumas dessas pontes emocionais não resistem ao tempo e se entregam...
Talvez, mais do que construir novas pontes, o mais importante em nossas vidas seja reconstruir pontes que se partiram com o tempo.
Muitas vezes passamos muitos anos das nossas vidas construindo pontes como estas.
E as vezes por um momento equivocado, por um comentário mal intencionado, por algo até sem explicação, uma dessas pontes se quebra.
Não sei se posso chamar isso de maturidade mas, hoje em dia - mais do que nunca - tenho procurado construir novas pontes em minha vida, e mais do que isso, tenho buscado reparar as pontes que já haviam se desgastado com o tempo.
Dessa vida, podemos não levar as pontes materiais, mas sem dúvida alguma levaremos as pontes emocionais.
E sempre me lembro de uma coisa:
Quanto mais velhas se tornam as pontes materiais, mais frágeis e sem valor são.
Já as pontes emocionais, quanto mais antigas se tornam, mais valiosas e resistentes são.

Escrevi esse texto para um amigo irmão! Vem em boa hora.
Bom dia prá todos!

ANIVERSARIO

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 07 de julho de 2006, 01:25

Nunca gostei muito de festa de aniversário. Desde pequeno.
Gosto mesmo é do dia do aniversário das pessoas, dos amigos. Aí sim eu faço festa!
Inclusive não gosto muito dessa coisa de "dia de...". Essa coisa de ter dia marcado prá se comemorar alguma coisa, nunca gostei disso.
Penso que não deve ter uma data para cada coisa, a gente é que deve sentir "aquele' dia e aí comemorar...
Dia dos Pais, Dia do Amigo, Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, Dia das Crianças... Não como nada disso...
Prá mim o que importa é a emoção de cada dia, de cada momento.
Mas o fato de eu não gostar de comemorar o meu aniversário não vem disso aí.
Na verdade, no dia do meu aniversário fico muito sensível e sempre reflito muito.
Procuro solidão, silêncio e paz.
Ontem, no final da tarde, vi a lua cheia, que presente maravilhoso para um canceriano típico...
A lua mexe comigo e, sem dúvida, hoje estarei mais do que introspectivo. Eu e eu.
Muito obrigado pelas mensagens de feliz aniversário.

CORDEIROS E RAPOSAS

Publiquei esse texto no meu blog antigo no dia 07 de julho de 2006, 16:01

Estava na casa de um amigo há alguns meses quando alguém de apelido "Leite" falou numa roda de conversa que "Amizade é sinônimo de sacrifício!". Esta frase entrou na minha cabeça e confesso que não saiu nunca mais.
Nessa vida a gente encontra todo tipo de gente pelo caminho. Já me bati com uma variedade enorme de seres humanos e, sem dúvida alguma, vocês também. É esse contato que nos faz crescer e evoluir ao longo dos anos. E diante dessa fauna interminável de tipos, minimizo e divido aqui essa gente em pessoas boas e más. Muitas vezes tenho dificuldade em distinguir esses dois tipos. Acontece uma vez ou outra de eu conhecer uma pessoa, me encantar ao enxergar ali um ser humano sincero, de bom caráter e confiável, conviver com ela por anos, e só muito tempo depois descobrir que se tratava ali de uma raposa sob a pele de cordeiro. Comigo é até dificil de acontecer isso pois além de ser bastante desconfiado, sinto a energia das pessoas. Mesmo assim acontece. Quando me vejo enganado, fico imaginando como é que alguém pode ser tão canalha e dono de tanto fingimento e dissimulação... Fico irritado por alguns dias mas isso logo passa pois não costumo guardar rancor. Apenas afasto aquela pessoa do meu dia a dia.
E vou vivendo minha vida.
Acontece que acredito também naquela máxima que diz "O que se faz aqui, se paga aqui!".
Na verdade acredito em energia.
Tudo é energia, na verdade.
Um pensamento nosso é energia.
A intenção de um olhar é energia.
Uma oração é energia.
Um desejo é energia.
A inveja é energia.
O ciúme é energia.
O amor é energia.
Energias boas e ruins, como nós, seres humanos.
E vivemos em meio a essas energias todas. E por sermos também energia, a troca acontece. A todo instante. Em nossa casa, na rua ou no ambiente de trabalho. No relacionamento com desconhecidos, familiares e amigos.
Tudo é energia.
E como somos facilmente atingíveis nessa troca de energias, precisamos nos manter em equilíbrio.
Eu, na verdade, penso que a melhor arma contra energias negativas e pessoas ruins é agirmos sempre corretamente com todo mundo. O que damos ao mundo e às pessoas, recebemos de volta na mesma intensidade e qualidade. Penso assim. Quem já viveu um bom tempo sabe que isso é a mais pura verdade. Aprendi isso através de coisas que já aconteceram em minha vida e na vida de pessoas que conheço.
Diante disso, volto então à questão da amizade e do sacrifício.
Como é bom ter amigos.
Sinceros e leais.
Amigos que gostam da gente.
Amigos que torcem pela gente.
Amigos que sofrem com a gente.
Verdadeiros amigos.
Muitas vezes penso que só vamos ter a certeza dos amigos verdadeiros no momento da nossa morte quando poderemos avaliar toda a nossa viagem, nossa atuação nela e tudo que passamos neste mundo.
Verdadeiros amigos.
É difícil encontrá-los nessa grande caminhada.
Mas como é bom descobrí-los!
Quando encontramos pessoas assim temos que valorizá-las, mantê-las, precisamos cuidar delas. É aí que entra o sacrifício.
Escrevi esse texto para dizer aos meus amigos como os valorizo. São poucos. Mas como os defendo. Como torço por sua felicidade. Como os amo.
E como acredito neles.
E torço todos os dias para que essa crença neles permaneça intacta até o fim dos meus dias.
Netinho.